Austeridade britânica

Paul Krugman

19 de fevereiro de 2010 | 18h21

Vi a carta dos economistas contrários ao aperto fiscal prematuro na Grã-Bretanha, e ouvi dizer que ela será publicada amanhã. Concordo plenamente com a posição dos autores.

A questão crucial a ser compreendida é que uma contração fiscal adicional de 1% ou 2% do PIB num futuro próximo não tem essencialmente nenhum significado para a sustentabilidade das finanças do governo, tanto na Grã-Bretanha como nos Estados Unidos.

A única razão em se fazer isso é impressionar os mercados – para convencê-los de sua intenção de suportar a dor. E a ausência de reforma estrutural, que é a necessidade real, o que isso pode trazer de bom? 

Portanto não imponhamos punições sem utilidade, lá ou cá.

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