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Confusões chinesas

Paul Krugman

17 de dezembro de 2010 | 15h26

A China parece jogar hoje em boa parte de nosso discurso o mesmo papel que o Japão jogava há duas décadas. Nós olhamos para nossas loucuras – que são imensas – e depois olhamos para os chineses e atribuímos a eles todas as virtudes de previdência e determinação que nos faltam.

Mas, assim como os japoneses, os chineses são humanos, e suas autoridades políticas estão sujeitas aos mesmos tipos de confusão e incapacidade de tomar decisões difíceis que fazem parte da condição humana. E a política macroeconômica dos chineses está em vias de se tornar uma história edificante.

A economia básica diz que, ao decidir manter o yuan subvalorizado, os chineses se colocaram sob pressão inflacionária: e, de fato, a inflação está rapidamente se tornando um problema grave.

Mas as considerações políticas parecem estar regendo todas as repostas racionais. Eles não revalorizarão o câmbio porque isso prejudicaria exportadores politicamente influentes. Eles relutam em elevar as taxas de juros porque isso prejudicaria empreiteiros imobiliários politicamente influentes. Eles estão tentando impor limites quantitativos ao crédito, mas estão descobrindo que os tomadores têm suficiente influência para contornar os limites. E agora estão tentando controles de preços – o que inevitavelmente fracassará a menos que eles façam alguma coisa sobre as pressões subjacentes.

É um espetáculo edificante.

Agora, a Schadenfreude (alegria pela tristeza dos outros) não deve autorizar nenhuma complacência de nossa parte: a China pode ser corrupta e incapaz de fazer escolhas delicadas de curto prazo, mas, em termos de incapacidade fundamental para lidar com problemas de longo prazo, nós ainda perdemos feio. Mesmo assim, não custa lembrar que os gigantes têm pés de barro.

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