Ele não era a pessoa que estávamos esperando

Paul Krugman

21 Janeiro 2010 | 18h07

A reforma do sistema de saúde – crucial para milhões de americanos – está balançando. Os progressistas necessitam desesperadamente de liderança. Mais especificamente, é preciso instar os Democratas da Câmara a aprovarem a lei do Senado, que não é a que desejavam, mas é muito melhor do que nada. E o que nós obtivemos da grande esperança progressista, o homem que ofereceu esperança e mudança, é isto:

Eu aconselharia que procuremos agir rapidamente e nos unirmos em torno desses elementos do pacote com os quais as pessoas concordam. Sabemos que temos necessidade de uma reforma do seguro saúde, que as seguradoras estão se aproveitando das pessoas.

Sabemos que teremos uma contenção de gastos porque, caso contrário, nossos orçamentos vão explodir, e sabemos que todas as pequenas empresas vão precisar de ajuda para poder oferecer um seguro saúde para suas famílias.

Esses são os principais, alguns dos elementos principais, desse projeto de lei. Agora, acho que há algumas coisas inseridas nele que as pessoas não gostam, e com razão.

Em resumo, “não perca tempo”, “não perca tempo”.

Talvez os Democratas da Câmara consigam fazer todo o possível para isso, mesmo com um buraco aberto na liderança da Casa Branca. Barney Frank parece ter pensado melhor a respeito do seu derrotismo inicial.

Mas devo dizer. Estou quase desistindo de Obama, que parece determinado a confirmar todas as dúvidas que eu e outros sempre tivemos quanto a se ele estava disposto a lutar por aquilo que os seus partidários acreditavam.