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Estilo de vida dos ricos, mas não famosos

Paul Krugman

17 de fevereiro de 2011 | 15h48

Digamos que se trata dos bastante ricos. David Brooks sugere que o crescimento econômico declina porque, atualmente, os ricos estão mais interessados no aprimoramento pessoal e na qualidade de vida do que no dinheiro. Na realidade, estamos sofrendo um declínio do materialismo.

Minha reação imediata foi que tudo isso está errado – que pessoas como o hipotético Jared de David na realidade são raras, que na realidade vivemos mais do que nunca num clima de competitividade sem sentido.

Por exemplo, vejam os trens de subúrbio. Quando eu era adolescente em Long Island, existia uma nítida hierarquia social em relação ao horário em que as pessoas iam para o trabalho: o trem das 7:30 da manhã costumava estar lotado de operários; o das 9:00 estava repleto de homens de ternos de boa qualidade, que passariam algumas horas distribuindo papéis pelas mesas do escritório e tomando três martinis no almoço. Hoje, os mais bem pagos também precisam trabalhar muitas horas mais – e podemos encontrar muitos deles no trem das 7:30, até mais cedo.

Mas as comparações não vão mais longe do que isso. O que dizem os dados?

Bem, o item “horas trabalhadas para cada domicílio” do Google, e isto está no relatório do Federal Reserve de Minneapolis sobre este assunto, contém números como estes: 

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E, mais do que isso, alguns dos dados remontam a 1960; o que tudo isso sugere é que a maior parte das famílias americanas está trabalhando mais.

Quando comparamos domicílios com diferentes composições no que se refere à capacidade dos seus membros, também encontramos drásticas diferenças em relação ao tempo, como por exemplo quanto mais capacitadas são as famílias, tanto maior é o aumento da média de horas.

Na realidade, as pessoas de maior formação escolar estão trabalhando mais do que nunca. Poderia até acrescentar alguma outra coisa, mas eu e Robin precisamos voltar para a revisão de textos escolares.

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