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Histórias de sucesso

Paul Krugman

26 de março de 2012 | 15h29

Oh, meu Deus

Mr. Katainen, o líder de 40 anos de um dos últimos países da zona do euro que ainda permanece com um Triplo A, manifestou-se de maneira mais otimista nos seus comentários sobre a “growsterity”, uma forma de austeridade que permite a adoção de algumas medidas direcionadas para estimular o crescimento, como a decisão da Finlândia de estabelecer algumas isenções fiscais para gastos das empresas com pesquisas, não obstante os drásticos cortes orçamentários em outras áreas.

“É claro que se você corta gastos e eleva impostos, isso vai reduzir o crescimento a curto prazo”, Katainen admitiu. “Mas ao mesmo tempo aumentará a credibilidade do país. E uma vez reconquistada a credibilidade, o crescimento surgirá, como temos observado na Irlanda, por exemplo, e especialmente na Letônia”. Tenho dúvidas.

 

A Letônia cresceu um pouco nos últimos dois anos; os Estados Unidos também em 1933-35. Mas ainda é uma economia achatada. E no caso da Irlanda houve algumas comemorações de vitória muito prematuras; surpreendentemente, a alegação de que a Irlanda estava se recuperando parece ter se fixado na consciência das Pessoas Muito Sérias da Europa, ao passo que a demonstração posterior de que tudo foi uma espécie de clarão rápido e momentâneo nunca foi assimilada.

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