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Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Mamma Mia

Paul Krugman

31 de outubro de 2011 | 16h28

O plano europeu de resgate está ruindo ainda mais rápido do que o esperado.

Uma maneira de pensar a respeito do problema é dizer que, se a Itália fosse vista como um país seguro, sem nenhuma chance real de um calote futuro, ela poderia obter empréstimos de longo prazo a juros comparáveis aos pagos pela Alemanha. Os juros alemães estão atualmente abaixo dos 2%, mas isto decorre em parte do fato de os temores em relação à zona do euro estarem deprimindo as perspectivas; ainda assim, me parece correto apostar que os juros italianos estariam na casa dos 3% a 4%.

Mas, levando-se em consideração as dimensões do endividamento italiano, se a dívida tiver de ser rolada a juros superiores a 6%, isto aumentaria muito o superávit primário (excluídos os juros) do qual a Itália precisaria para estabilizar a própria posição. E há motivos plausíveis para crermos que esta diferença corresponde à diferença entre pagar as dívidas e declarar moratória.

Assim, estamos entrando cada vez mais fundo no território do pessimismo que faz cumprir as próprias profecias. Se o BCE não agir e fizer grandes compras, o euro vai virar crostini.

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