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Negando a bolha da dívida

Paul Krugman

31 de maio de 2011 | 18h17

Para um projeto em que estou trabalhando, voltei ao famoso discurso de 2004 em que Alan Greenspan não só negou que havia uma bolha imobiliária nacional, como negou até que seria possível uma bolha imobiliária nacional.

O que eu de certa forma nunca percebi, porém, é que o discurso realmente tinha como alvo, em grande parte, as preocupações desprezíveis sobre o endividamento familiar. Eis o que estava realmente havendo:

Mas Greenspan disse, ei, nada de preocupações:

Em resumo, embora algumas medidas macroeconômicas mais amplas da qualidade da dívida imobiliária não pintem um quadro tão favorável quanto os dados sobre atrasos nos pagamentos de empréstimos em bancos comerciais e instituições de poupança, as finanças familiares parecem estar numa forma razoavelmente boa. Há, porém, bolsões de stress severo no setor familiar que continuam sendo uma preocupação e precisamos ficar atentos às dificuldades que essas famílias enfrentam.

De mais a mais, um declínio significativo nas rendas do consumidor ou nos preços das casas poderia rapidamente alterar o panorama. No entanto, ambos os cenários parecem improváveis nos trimestres imediatamente seguintes. Se os emprestadores, incluindo banqueiros comunitários, continuarem suas práticas de empréstimo prudentes, as condições financeiras familiares mais provavelmente superarão desafios futuros.

Uau. E agora, tendo demonstrado sua capacidade de invocá-la, ele está nos instruindo sobre responsabilidade fiscal.

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