O desastre que conhecemos

Paul Krugman

26 de julho de 2011 | 14h55

Há um argumento que poderia passar despercebido na discussão um tanto confusa sobre os efeitos da moratória nos mercados financeiros: ninguém sabe exatamente quais seriam os efeitos de um calote da dívida. Ela poderia produzir uma calamidade, ou o desastre poderia ser contido afetando muito pouco as taxas de empréstimos ao setor privado.

Mas o que nós sabemos é que, se o governo for obrigado a reduzir drasticamente os gastos quando o dinheiro acabar – se parar de pagar as aposentadorias, ou parar de pagar as empreiteiras, ou seja lá o que for – as consequências disso tudo serão tremendamente negativas para a economia. Haverá uma nova quebra da Bolsa.

Espero e rezo para que os advogados de Obama descubram que a solução proposta pela 14ª emenda afinal de contas é válida. Porque, de outro modo, nos encontraremos diante de uma situação realmente calamitosa, mesmo que os mercados se mantenham calmos.

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