Os meninos estão certos

Paul Krugman

18 de fevereiro de 2013 | 08h00

Por meio de  Brad DeLong, vejo que Nick Eberstadt tem escrito mais sobre o colapso moral dos Estados Unidos. Eberstadt, os leitores devem lembrar, foi responsável pelo termo “nação dos que recebem” que colaborou muito para garantir a vitória de….Barack  Obama.

O que acho interessante é que, das três terríveis tendências apontadas por Eberstadt, duas estão certas. (A dependência da ajuda governamental cada vez maior é sobretudo um mito). As famílias tradicionais, na verdade estão em declínio; como também a tradicional religião organizada.

A partir deste declínios, Eberstadt conclui que corremos o perigo de um colapso social. Mas o que ele de certa maneira esquece é o fato de a noção de que a  família tradicional e a religião são fundamentais para a ordem social é uma teoria, não um fato – e é uma teoria que está sendo refutada plenamente pelas recentes experiências.

Quando examino os EUA no ano 2013 da Era Comum – observe minha guerra contra o cristianismo –  o que vejo é a sociedade mais saudável, em algumas dimensões chave, em toda minha vida adulta. Considere alguns indicadores objetivos.

Eis aqui os indicadores sobre gravidez entre adolescentes:

E aqui sobre crimes violentos:

Não se imaginava um Escape from New York,  nos dias de hoje? Em vez disso, Nova York é uma região mais bonita, mais limpa e mais segura do que qualquer pessoa acharia possível há algumas décadas.

E claro, estamos cientes de que isso também significa que a desigualdade não pode ser tão corrosiva como alguns liberais, e eu meu incluo na lista, às vezes imaginam.

Mas voltando a Eberstadt: seu argumento inteiro está baseado na suposição que a sociedade está condenada se a estrutura tradicional  – e acho certo dizer, patriarcal – não for mantida sem mudanças. Se deixarmos as pessoas coabitarem, talvez até pessoas do mesmo sexo se casarem, escolherem sua religião, ou decidirem não ter nenhuma fé, vamos degenerar num pesadelo Hobbesiano.

Costumamos apontar para a Escandinávia como um contraexemplo, mas a resposta seria que suas sociedades homogêneas (não realmente, mas é mais lenda) não são como a nossa. Mas hoje coabitamos,  o amor é livre, como também a distopia da liberdade religiosa. E está tudo bem.

Por que eles odeiam os EUA?

Tendências: