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Realismo em relação aos gastos com defesa

Paul Krugman

21 de fevereiro de 2011 | 14h25

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Ouço e leio de fontes liberais que conseguiríamos grandes economias com o fim da guerra no Afeganistão e, mais em geral, com a redução dos gastos exorbitantes da defesa. Gostaria de fazer alguns comentários a respeito.

De fato, há muito desperdício nos gastos da defesa – quase certamente a parte do orçamento federal na qual o esbanjamento é maior porque os políticos têm medo de dizer não e ser acusados de falta de patriotismo. E, mesmo deixando de lado a questão das guerras de Bush, há muito tempo está bastante claro que, além disso, gastamos excessivamente para nos antecipar a ameaças que não existem desde a queda da União Soviética. Basta ler Fred Kaplan para se ter uma ideia da gravidade da situação.

E temos a questão destas guerras. Fui contra a do Iraque desde o começo – e naquela época eu era praticamente o único nas páginas dos principais jornais. A do Afeganistão fez sentido em 2002, mas não tenho a menor ideia do que estamos fazendo lá hoje.

Entretanto, quando falamos em questões fiscais, não podemos esquecer da aritmética. Não estamos vivendo na década de 50, quando a defesa representava a metade do orçamento da Federação. Além disso, um corte drástico das verbas militares não seria suficiente para proporcionar recursos que permitissem compensar senão uma pequena fração do aumento projetado dos custos da saúde.

De todo modo, vamos tentar combater o enorme desperdício na área militar. Mesmo que combatê-lo contribua apenas de maneira muito modesta para sanar o problema mais amplo do orçamento.

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