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A perda do poder de barganha do trabalhador

Com a destruição das vagas formais na economia, há menos brasileiros sendo desligados de forma espontânea

Luiz Guilherme Gerbelli

19 de junho de 2015 | 13h01

A deterioração do mercado de trabalho tirou o poder de barganha do brasileiro. Com a destruição das vagas formais na economia, há menos brasileiros sendo desligados de forma espontânea (ou seja, por decisão própria) e mais sendo demitidos sem justa causa.

Nos cinco primeiro meses deste ano, os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que 26,4% dos desligamentos dos brasileiros foram espontâneos. Em 2012, num momento no qual o País ainda gerava vagas e o emprego ia bem, essa fatia chegou a 29,8%.

Os desligamentos voluntários vinham caindo nos últimos anos e sempre num ritmo muito lento. Mas a forte deterioração do emprego formal neste ano acelerou essa tendência – em maio, o País perdeu 115,6 mil postos formais de trabalho.

A piora também fica evidente na outra ponta. A fatia dos trabalhadores desligados sem justa causa também cresceu e chegou a 56,2% entre janeiro e maio, o maior valor desde 2010 (56,7%). No ano passado, era de 53,9%.

Há vários tipos de desligamentos contabilizados pelo Caged. Além das demissões sem justa causa e espontâneas, o órgão computa as demissões por justa causa, os términos de contratos, as aposentadorias e as mortes.

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