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Olimpíada contribui pouco para o PIB, mostra estudo do Credit Suisse

Um estudo do Credit Suisse mostra que o crescimento da economia do país organizador foi pouco superior ao verificado nos anos anteriores e seguintes aos Jogos

Luiz Guilherme Gerbelli

02 Fevereiro 2016 | 13h43

A Olimpíada do Rio de Janeiro não deve trazer um alívio para a economia brasileira. Pelo menos é o que indica um estudo feito pelo banco Credit Suisse sobre os países que organizaram Jogos Olímpicos.

A análise das 13 últimas sedes (Moscou, sede em 1980 pela União Soviética, foi excluída do levantamento) mostrou que o crescimento médio do Produto Interno Bruto (PIB) do país organizador foi pouco superior ao verificado nos anos anteriores e seguintes aos Jogos.

No ano olímpico, o avanço médio do PIB foi de 6,1% nos países que receberam a Olimpíada. Nos três anos anteriores aos Jogos, o crescimento registrado foi de 5,5%; nos três seguintes, a expansão da economia foi de 5,1%.

Os mais bem-sucedidos em ano olímpico foram o Japão e a Coreia do Sul. No caso dos japoneses, o PIB foi de 11,7% no ano dos Jogos, em 1964, ante 9,8% nos três anos anteriores. Os sul-coreanos viram a taxa de crescimento chegar a 11,7% em 1988, acima dos 10,7% dos anos anteriores.

No total, o levantamento do Credit Suisse mostrou que em apenas seis países o crescimento econômico no ano olímpico foi melhor quando comparado com a média dos três anos anteriores aos Jogos e dos três anos posteriores.

Nos casos em que há crescimento econômico, o que explica a melhora é a aceleração do investimento, segundo o banco. No ano olímpico, a média do crescimento do investimento é de 9,3%, acima dos 8,0% apurados nos três anteriores aos jogos, e dos 5,8% observados nos três anos seguintes.

Veja como se comportou a economia das últimas sedes.