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Avianca critica mudanças em regras para Congonhas

Resolução do Conac determina que apenas empresas com menos de 12% de participação em Congonhas e com aviões acima de 90 assentos recebam slots

Yolanda Fordelone

11 de julho de 2014 | 08h18

Marina Gazzoni, de O Estado de S. Paulo

Os novos critérios de ocupação do aeroporto de Congonhas desagradaram à Avianca. O presidente da empresa, José Efromovich, disse que a regra limita o crescimento da companhia e agravará a concentração de mercado. Pela resolução publicada anteontem, a companhia pode receber novos slots (horários de pouso ou decolagem) em Congonhas, mas receberá menos espaços que a Azul.

A resolução do Conselho de Aviação Civil (Conac) determina que apenas empresas com menos de 12% de participação em Congonhas e com aviões acima de 90 assentos recebam slots. Na prática, isso habilita apenas Avianca e Azul a disputar os espaços, vetando as líderes TAM e Gol e empresas menores. Há três critérios para entrar no aeroporto: participação de mercado, oferta de voos regionais e eficiência operacional.

“Apoiamos a resolução e a ideia de abrir o aeroporto de Congonhas para qualquer competidor. Mas não concordamos com os critérios”, disse Efromovich. Ele discorda que a participação de mercado da companhia e a oferta de voos regionais sejam consideradas na hora de decidir quais companhias aéreas vão ganhar espaços em Congonhas.

A Avianca é dona de 7,17% do mercado de voos nacionais e tem 7,26% dos slots em Congonhas. Já a Azul tem 21,36% de mercado e nem 1% dos voos que saem de Congonhas – ela opera apenas uma rota por semana, para o Rio. A Azul, no entanto, é líder em voos regionais e atende cerca de 100 cidades do País, enquanto a Avianca voa para 22 cidades, a maioria capitais.

A Azul deve crescer com a entrada em Congonhas e poderá encomendar novas aeronaves, segundo o diretor de comunicação da empresa, Gianfranco Beting. “Dependendo do número de slots que vamos receber, vamos comprar mais aviões”, disse Beting.

Segundo ele, a companhia vai utilizar os aviões da Embraer na operação em Congonhas. Beting disse que a empresa aguarda a definição de quantidade e horários de slots que receberá para decidir para quais destinos voará de Congonhas. “O passageiro é quem mais ganha. Com o aumento da competição, ele terá mais opções e melhores preços em Congonhas.” Ele não quis comentar os critérios estabelecidos pela resolução e disse que o papel das empresas é “cumprir a regra do jogo”.

A primeira distribuição de slots em Congonhas deverá ser feita a partir de 1º de agosto e considerará novos slots, mas a Agência Nacional de Aviação Civil não informou quantos.

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