Nicole Kidman provoca ira de sindicato de aeromoças por comercial da Etihad
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Nicole Kidman provoca ira de sindicato de aeromoças por comercial da Etihad

Etihad Airways é acusada de demitir comissárias que engravidam e atriz é embaixadora do fundo da ONU para o desenvolvimento das mulheres

Economia & Negócios

06 de abril de 2015 | 13h47

A atriz no avião da Etihad: empresa é acusada de discriminar mulheres

A atriz no avião da Etihad: empresa é acusada de discriminar mulheres

A atriz Nicole Kidman provocou a ira do sindicato de aeromoças da American Airlines, Apfa, ao protagonizar um comercial da Etihad Airways, companhia aérea dos Emirados Árabes Unidos.

Segundo a Apfa, a participação de Nicole como garota-propaganda de uma empresa que discrimina as mulheres não condiz com seu papel de embaixadora da boa vontade da Unifem, o fundo da ONU para o desenvolvimento das mulheres.

A Etihad esteve recentemente na berlinda ao ser noticiado que suas aeromoças são demitidas se engravidarem. A Apfa pede que Nicole cancele imediatamente sua presença na campanha publicitária. A atriz não se pronunciou.

A Apfa representa cerca de 25 mil comissários de bordo da American Airlines. Em carta pública, a entidade afirma que a atriz australiana nega seu papel de embaixadora da boa vontade para o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para as Mulheres.

“Os Emirados Árabes Unidos e suas empresas são conhecidos na nossa indústria por suas práticas de trabalho e comportamento discriminatório deplorável contra mulheres empregadas”, diz a carta.

“A Apfa vem respeitosamente pedir, como representante eminente das mulheres trabalhadoras, para que não emprestem sua voz, sua imagem e seu bom nome para a Etihad Airways, a segunda maior companhia aérea dos Estados Árabes”.

Em nota encaminhada ao portal do Estadão, a Etihad rebate as acusações. “A Etihad apoia plenamente a sua tripulação de cabine durante e após a gravidez. Quando um membro da tripulação de cabine informa à Etihad sobre uma gravidez, ela recebe funções em terra adequadas ao longo da duração de sua gestação. Durante este tempo, ela continua a ser plenamente paga e engajada em terra. As tripulações de cabine também têm direito à licença maternidade remunerada se tiverem cumprido mais de um ano de serviço, e toda a tripulação pode retornar ao seu papel de voo no final desse período. A saúde e a segurança de nossa tripulação são sempre primordiais. Por isso, seguimos a exigência da GCAA de que a tripulação não deve continuar a voar durante a gravidez.”

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