TAM negocia compra da regional Passaredo

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TAM negocia compra da regional Passaredo

Compartilhamento de voos entre as companhias começa em agosto e será o primeiro passo para a venda da aérea, que está em recuperação

Yolanda Fordelone

11 de julho de 2014 | 08h17

Foto: Divulgação

Marina Gazzoni, de O Estado de S. Paulo

A TAM está negociando a aquisição da companhia aérea Passaredo – empresa que está em recuperação judicial desde outubro de 2012 e precisa de uma injeção de capital para se reerguer, segundo fontes próximas à negociação. As duas companhias já assinaram um acordo compartilhamento de voos no fim de maio, que passará a valer em 1º de agosto.

“O acordo é um namoro. O próximo passo é o casamento das empresas”, disse uma fonte. “Ainda não há um contrato de venda assinado. Mas a intenção das empresas é fechar a venda da Passaredo à TAM.”

Uma eventual compra da Passaredo pode ser uma porta de entrada para a volta da TAM ao mercado de aviação regional. A Passaredo tem sede em Ribeirão Preto e voa para cerca de 20 destinos com 9 aeronaves turboélice da francesa ATR.

Antes da Passaredo, a TAM já tentou comprar outra empresa regional. A companhia assinou uma carta de intenção de compra da Trip em 2011, mas o negócio não vingou e a Trip foi vendida à Azul no ano seguinte.

Embora tenha nascido com a aviação regional, a TAM abandonou esse mercado nos últimos anos, quando focou em voos entre grandes cidades brasileiras e operações internacionais. A companhia, no entanto, já admitiu que pode voltar às origens.

Em setembro do ano passado, a presidente da TAM, Claudia Sender, disse ao Estado que a companhia estava avaliando a formação de uma frota focada em aviação regional. Os planos já foram confirmados pelo CEO da Latam, Enrique Cueto, que comanda o grupo formado pela fusão da chilena LAN com a TAM.

A aviação regional é o foco de um programa de incentivo do governo federal. O governo pretende reformar 270 aeroportos e dar subsídios a empresas para viabilizar rotas regionais. A oferta de voos regionais também foi um dos critérios definidos pelo governo para distribuir espaços no aeroporto de Congonhas, o mais rentável do País.

Passaredo. Criada em 1995, a Passaredo é a quinta empresa do País, com 1% dos voos nacionais. A empresa é uma das poucas sobreviventes entre as pequenas companhias que operam no País – desde 2010, 11 empresas aéreas deixaram de voar.

Com dívidas estimadas em R$ 100 milhões, a empresa pediu recuperação judicial em outubro de 2012. Desde então, vem tentando se reerguer. A companhia, que chegou a voar com jatos da Embraer, reduziu sua frota para operar apenas ATRs, um avião mais econômico.

A TAM enviou comunicado sobre o acordo de interline, mas não comentou a negociação para compra da Passaredo. Os porta-vozes da Passaredo não foram localizados.

 

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