Voos atrasam porque passageiros se recusam a sentar ao lado de mulheres
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Voos atrasam porque passageiros se recusam a sentar ao lado de mulheres

Ocorrências repetidas nas últimas semanas motivaram uma petição exigindo o fim do "assédio, intimidação e discriminação contra as mulheres" nos voos da companhia aérea israelense El Al

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06 de novembro de 2014 | 10h25

Os episódios inspiraram um vídeo que ironiza o que os passageiros podem esperar quando embarcam em uma companhia aérea israelense.

Os episódios inspiraram um vídeo que ironiza o que os passageiros podem esperar quando embarcam em uma companhia aérea israelense.

Passageiros de companhias aéreas dos Estados Unidos com destino à Terra Santa enfrentaram vários atrasos nas últimas semanas. Os motivos são incidentes no aeroporto com passageiros do sexo masculino ultraortodoxos que se recusam a sentar ao lado de mulheres.

Segundo relato do site da CNN, os incidentes ocorreram nas últimas semanas no aeroporto JFK, em Nova York, em voos com destino ao aeroporto Ben Gurion, o maior de Israel e um dos mais seguros do mundo.

Diante da recusa de religiosos ortodoxos de sentar-se nos assentos ao lado de mulheres, os comissários de bordo tiveram de encontrar outro lugar, provocando atrasos na decolagem. Em um voo em setembro, o atraso causou preocupações em parte dos passageiros que queriam chegar em casa a tempo de comemorar o ‘Rosh Hashaná’, o ano-novo judaico.

A ativista feminista Elana Sztokman narrou seu ‘horror e humilhação’ quando um passageiro recusou-se a sentar ao lado dela e só aceitou viajar quando outro passageiro aceitou trocar de lugar para resolver a situação.

Não se trata se um fenômeno novo, mas as ocorrências repetidas nas últimas semanas motivaram uma petição exigindo o fim do “assédio, intimidação e discriminação contra as mulheres” nos voos da companhia aérea El Al.

Os episódios inspiraram um vídeo que ironiza o que os passageiros podem esperar quando embarcam em uma companhia aérea israelense.

Um voo da Delta também foi adiado em mais de uma hora no início de outubro depois que vários passageiros ortodoxos chegaram a pedir para desembarcar caso não pudessem viajar em poltronas que não tivessem uma mulher sentada ao lado.

A companhia aérea israelense El Al, que faz até 22 voos entre as duas cidades por semana, emitiu um comunicado informando que seus funcionários “estão tentando o seu melhor para responder a todos os pedidos de qualquer um dos passageiros”, e que eles fazem “todo o esforço possível para assegurar voos tão agradáveis quanto possível, fazendo o máximo para manter horários e chegar com segurança ao destino”.

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