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Após queixas por ‘machismo’, Conar vai julgar comercial de O Boticário

Órgão abriu processo após receber denúncias de consumidores sobre o conteúdo da peça, que mostra mulheres se maquiando para reencontrar ex-maridos para a assinatura do divórcio

Economia & Negócios

12 de janeiro de 2016 | 19h03

O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) abriu na segunda-feira, 11, um processo para avaliar queixas de consumidores sobre um comercial de O Boticário.

Três reclamações recebidas de dois homens e uma mulher consideram machista o conteúdo do anúncio, intitulado a “Linda Ex”, que mostra mulheres se maquiando para reencontrar seus ex-maridos para a assinatura do divórcio.

Segundo o órgão, o conselho deve avaliar no início do próximo mês o conteúdo da peça e as reclamações dos consumidores. Caso seja condenada, a empresa de cosméticos pode ter de tirar o comercial do ar ou reformular o anúncio.

Lançado no fim de dezembro, o comercial tem dividido opiniões na web. Internautas que avaliam a abordagem como machista alegam que o filme incentiva a beleza feminina apenas para agradar aos homens. Quem vê o comercial como empoderador da mulher diz que a peça aborda o tema de maneira sensível. O filme já tem mais de 5,4 milhões de visualizações no Youtube.

Procurado, O Boticário informa que até o momento não foi notificado pelo Conar. A empresa diz, em nota, que a proposta do filme “é mostrar como as pessoas tornam-se mais seguras, confiantes e dispostas a despertar o que há de melhor em sua essência quando se sentem bonitas”. Afirma, ainda, que acredita que “a beleza é um estímulo para recomeçar, transformar e abrir novos caminhos, até mesmo nas decisões mais difíceis da vida.”

Não é a primeira vez que um comercial de O Boticário causa polêmica. Em julho do ano passado, uma peça que trazia casais homossexuais trocando presentes também foi alvo de um processo no Conar. A ação foi arquivada por unanimidade.

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