Guaraná Black não tem açaí e faz propaganda é ‘enganosa’, diz Proteste
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Guaraná Black não tem açaí e faz propaganda é ‘enganosa’, diz Proteste

Associação pede mudança nos rótulos e nas campanhas publicitárias, com a exclusão de qualquer menção à 'Açaí' e 'Frutas da Amazônia'

Economia & Negócios

11 Fevereiro 2015 | 18h16

Gabriel Medida, campeão mundial de surfe, é estrela do comercial do Guaraná Black

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A Proteste Associação de Consumidores considerou ‘enganosa’ a propaganda do Guaraná Antarctica Black, lançado no mês passado pela Companhia de Bebidas das Américas (Ambev.

A associação denunciou o anúncio ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) e aos Procons de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Anunciado como uma mistura do tradicional refrigerante com o “sabor do açaí”, a bebida não tem a fruta na lista de ingredientes descritos no rótulo, argumenta a Proteste.

A associação pede alterações nos rótulos e nas campanhas publicitárias do produto, com a exclusão de qualquer menção à “Açaí” e “Frutas da Amazônia”, inclusive na expressão “sabor de açaí”.

Guaraná com sabor de Açaí não tem a fruta, acusa a Proteste

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Procurada pelo portal do Estadão, a Ambev informou que está acompanhando a avaliação do Conar e do Procon e que está à disposição para esclarecimentos.

Segundo a Ambev, a companhia reforça que o novo Guaraná Antarctica Black traz em sua formulação o aroma natural de açaí. A informação aparece no rótulo como “aromatizante”, seguindo as normas legais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, argumenta a empresa.

Na lata à venda pelo país, o produto é descrito como “Frutas da Amazônia: guaraná e sabor açaí”. São listados os seguintes ingredientes: água gaseificada, açúcar, extratos de cenoura roxa e hibisco, extrato de guaraná, corante caramelo IV, acidulantes, ácido fosfórico e ácido cítrico, emulsificante goma acacia, aromatizante e regulador de acidez citrato de sódio.

A Proteste pede que o Conar recomende a realização de contrapropaganda pela empresa, “de forma a esclarecer os consumidores que já foram e continuam sendo atingidos pela propaganda enganosa”.

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