Homens se queixam de filme da Bombril
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Homens se queixam de filme da Bombril

Todo homem é 'devagar', diz o texto da campanha; filme se tornou alvo de queixas no Conar

Economia & Negócios

14 de agosto de 2015 | 08h11

bombril

(Foto: Reprodução)

Queixas de consumidores contra filmes publicitários que reforçam estereótipos e preconceitos vêm sendo alvo de avaliação do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). Uma das próximas deliberações do órgão será relativa a um filme da marca de produtos de limpeza Bombril, criado pela agência DPZ&T. A diferença, agora, é que o alvo do preconceito é o público masculino. Outras campanhas da Bombril já foram motivo de reclamações semelhantes de “sexismo” no passado, mas o Conar optou por arquivar os casos.

A campanha em questão é o filme Comparação, estrelado pela cantora Ivete Sangalo, pela apresentadora Mônica Iozzi e pela comediante Dani Calabresa. O filme, que tinha repercussão moderada até agora (no YouTube, contabilizava pouco mais de 75 mil visualizações), foi exibido em TV aberta e em canais a cabo.

Conteúdo. A campanha de 30 segundos se resume a um diálogo entre as três artistas. O trecho que está sendo questionado diz respeito à parte em que Ivete Sangalo diz que “toda mulher é uma diva” e que não dá para compará-las com os homens. Ao que Dani Calabresa responde: “Toda a mulher é uma diva e todo o homem é di-va-gar (devagar).”

A divulgação de que o Conar recebeu queixas foi suficiente para aumentar a audiência do vídeo e para a seção de comentários do YouTube ficar cheia de pessoas fazendo a defesa e queixando-se do comercial. Alguns usuários reclamavam não da brincadeira com os homens, mas ao fato de a propaganda reproduzir o estereótipo de associar a limpeza da casa à mulher.

Em nota divulgada nesta quinta-feira, 13, a Bombril afirmou que a campanha “Toda Brasileira é uma Diva”, composta de vários filmes, foi pensada para reforçar o protagonismo da mulher. “O vídeo Comparação usa uma linguagem bem-humorada para ressaltar o valor da mulher na sociedade brasileira, e não tem a intenção de ofender os homens ao fazer uma brincadeira com a palavra diva.”

O Conar, estabelecido em 1978, é um conselho de autorregulamentação. Não tem o poder de tirar campanhas do ar, mas costuma recomendar alterações no conteúdo de peças publicitárias ou simplesmente desconsiderar as queixas. É praxe no mercado seguir as recomendações do órgão. Recentemente, por exemplo, a Diletto alterou as embalagens de seus sorvetes, retirando uma história fictícia que era contada como real, a pedido do Conar.

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