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Nike quer convencer cliente a praticar esportes em dias frios

Economia & Negócios

02 de novembro de 2015 | 15h46

The New York Times

A Nike, marca que se tornou conhecida por calçar pés famosos, agora quer conquistar o consumidor pela ponta dos dedos. A partir do mês que vem, a Nike começará a exibir anúncios no aplicativo do The Weather Channel de acordo com o clima de cada região. A estratégia visa especialmente a vender roupas para prática de esportes em dias muito frios.

Os anúncios no app vão enviar os consumidores para o site de vendas da Nike, onde eles podem comprar os itens sugeridos. O site, também disponível para smartphones, é capaz de separar os produtos conforme a previsão do tempo.

A estratégia da campanha reflete o interesse das companhias por anúncios em aplicativos. O consumidor americano gasta cerca de 60% do seu tempo em apps na internet, ante 30% em computadores do tipo desktop e 9% em sites para dispositivos móveis, de acordo com pesquisa de publicidade digital do Goldman Sachs.

Engajamento. Executivos do setor afirmam que os usuários de apps tendem a se engajar mais com os conteúdos, fazendo deles uma audiência especialmente atraente para a publicidade.

O serviço de caronas Lyft, por exemplo, anuncia seu serviço em outro app, o Dictionary.com. Além da Nike, a Starbucks também está entre os clientes que anunciam no aplicativo do The Weather Channel.

Para a Nike, o anúncio em aplicativos é parte de uma nova campanha que a empresa lançará durante um evento de futebol americano da TV dos EUA. O anúncio, chamado “Snow Day” (Dia de Neve), vai mostrar 21 atletas de alta performance enfrentando dias de neve para treinar.

“Todo mundo se queixa do tempo”, diz David Schriber, vice-presidente de marketing da Nike para a América do Norte. O argumento do comercial, segundo ele, é mostrar que o atleta amador também pode se divertir ao enfrentar condições de clima desfavoráveis.

Mais lucro. A estratégia da Nike está ligada a seus objetivos relacionados ao e-commerce. A empresa revelou, durante encontro com investidores, que pretende ampliar seu faturamento online de US$ 1 bilhão, hoje, para US$ 7 bilhões, em cinco anos.

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