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‘NYT’ ganha dois Grand Prix com conteúdo sobre refugiados em VR

O trabalho já havia recebido o prêmio máximo do festival na categoria Mobile e voltou a vencer ontem no júri de Entertainment

Economia & Negócios

24 Junho 2016 | 20h04

Fernando Scheller, enviado especial

Uma iniciativa do jornal The New York Times com o uso de realidade virtual e vídeo em 360 graus ganhou ontem o segundo Grand Prix no Cannes Lions – Festival Internacional de Criatividade. O trabalho, que já havia recebido o prêmio máximo do festival na categoria Mobile (que premia campanhas com foco em dispositivos móveis), voltou a vencer ontem no júri de Entertainment, que escolhe as peças que conseguem ser relevantes para uma marca e, ao mesmo tempo, entreter e informar as pessoas.

No caso de The Displaced, o NYT produziu uma série de documentários com a tecnologia de realidade virtual para que o espectador pudesse se sentir dentro da realidade de refugiados vivendo em várias partes do mundo – o fato de o planeta viver a maior crise de refugiados no mundo desde a Segunda Guerra Mundial foi o “gancho” para a produção da série. A decisão de fazê-lo em 360 graus também foi uma forma de a empresa jornalística incentivar a popularização da tecnologia.

Do ponto de vista de marketing, o NYT trabalhou para que os documentários não fossem vistos apenas pelo limitado número de pessoas que já possuem aparelhos equipados com VR. No dia da divulgação dos documentários em seu site e também em um app, o jornal enviou para todos os cerca de 1 milhão de assinantes de sua edição impressa um equipamento de realidade virtual do Google, feito em papelão. “É um conteúdo que tem valores, conceitos e ideias nos lugares certos”, definiu Tadeu Jungle, jurado que representou o País na categoria.

Em outra categoria “estreante”, a Entretainment Lions for Music, os jurados escolheram os melhores trabalhos de entretenimento com foco em música. Foram dois Grand Prix. Um para o videoclipe Formation, da cantora Beyoncé, que estreou em fevereiro e virou um símbolo da discussão da questão racial nos Estados Unidos. O outro ficou com uma campanha da rede de supermercados Edeka, da Alemanha, que falava da solidão de um idoso na época no Natal. A campanha contava com uma música original e foi vista por mais de 48 milhões de pessoas no YouTube.

Prêmios. Embora o Brasil tenha ficado de fora da premiação em Entertainment, o País ganhou dois Leões em Entertainment for Music: um ouro para a agência Akqa, de São Paulo, que produziu um videoclipe interativo para outro astro da música americana, o cantor Usher. Já uma ação sobre Paul McCartney da Kiss FM, feita pela AlmapBBDO, recebeu um bronze.

Apesar de o País ter angariado mais dois Leões ontem, o total de prêmios continuou em 86, pois a Almap abriu mão de dois de Leões de bronze.