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Produtora de ‘American Idol’, Core Media pede concordata

Após cancelamento da atração, a endividada Core Media teve de pedir proteção da lei de falências nos EUA

Economia & Negócios

02 de maio de 2016 | 10h31

THE NEW YORK TIMES

O grupo Core Media, companhia responsável pela produção de programas de televisão como American Idol e So You Think You Can Dance, buscou a proteção da lei de falências americana na última quinta-feira.

De acordo com documentos do processo, a empresa tem débitos e obrigações calculados em US$ 512 milhões e ativos de aproximadamente US$ 73 milhões.

O programa American Idol – uma competição de talentos que buscava cantores nos Estados Unidos e ganhou várias versões internacionais – encerrou sua última temporada, após 14 anos, no mês passado. Essa última edição atraiu um total de 13,3 milhões de espectadores.

 

O resultado da atração exibida pelo canal Fox (e pela emissora por assinatura Sony no Brasil), no entanto, não mostrava mais nem de longe o vigor de seu auge, atingido dez anos atrás, quando 30 milhões de pessoas sintonizavam a atração.

Efeito dominó. “O declínio do retorno econômico geral e o anunciado cancelamento da temporada de 2017 de American Idol na Fox impactou negativamente as receitas e os lucros do negócio do devedor”, informavam os documentos da corte americana.

“O efeito dominó adicional incluiu, entre outras coisas, uma queda nas receitas de retransmissão por causa da duração mais curta do programa; a perda de gigantes como a Coca-Cola e a AT&T como as principais patrocinadoras de American Idol; e o fechamento da atração American Idol Experience na Walt Disney World”, frisou a companhia.

Em 2014, os lucros proporcionados à Core Media pelo American Idol recuaram US$ 15 milhões, em relação ao ano anterior, de acordo com os documentos legais.

A receita da empresa também teve retração de US$ 35,6 milhões no primeiro semestre de 2015, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Credor. Produtor executivo de American Idol, o antigo presidente da Core Media, Simon Fuller, que continuou a trabalhar para a empresa como consultor, foi listado como o principal credor para o qual a companhia não detinha seguro. As dívidas da Core Media com o antigo executivo são estimadas em US$ 3,3 milhões.

A Core Media, além dos programas de competições, produz reality shows exibidos em canais menores, como Extreme Couponing e My Crazy Obsession – ambos são exibidos na TV por assinatura brasileira com os títulos de Cupom Mania e Minha Estranha Obsessão.

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