Ministério da Agricultura: Agora vai?
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Ministério da Agricultura: Agora vai?

A senadora Kátia Abreu é uma liderança importante para o setor agrícola e tem a oportunidade de planejar estratégias para esse segmento que tem garantido bons resultados para o País

Jose Vicente Caixeta Filho

24 Dezembro 2014 | 16h38

Kátia Abreu: nova ministra da Agricultura (Foto: Nilton Fukuda/Estadão)

Kátia Abreu: nova ministra da Agricultura (Foto: Nilton Fukuda/Estadão)

Foi divulgado oficialmente o nome da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), como ministra da área no próximo governo de Dilma Rousseff.

Segundo o site da CNA, a senadora, que já detinha a referência de ser a primeira mulher a comandar tal Confederação, além de ser a primeira a presidir uma Federação estadual de agricultura e um sindicato rural, passa agora a ser a primeira a comandar um Ministério da Agricultura (Pecuária e Abastecimento – será que o nome vai mudar?) no país.

Formada em psicologia, Kátia Abreu assumiu o trabalho no campo em 1987, quando ficou viúva e assumiu a Fazenda Aliança, no norte goiano, atualmente Aliança do Tocantins. Hard-worker ou workaholic (como prefiram), a senadora tem se preparado intensamente para assumir essa posição, trazendo assim expectativas enormes para a comunidade agropecuária brasileira.

É sem dúvida uma liderança importante para o setor agrícola e que vai ter a oportunidade de planejar estratégias importantes e sustentáveis para esse segmento que tem carregado por demais os (bons) resultados macro e microeconômicos de nosso país.

Certamente terá que se alinhar ainda mais com sua amiga Presidenta (assim como com os demais colegas de outros Ministérios) para demonstrar que o Ministério da Agricultura precisa passar por um choque de gestão e acompanhar/assumir cada vez mais de perto as inovações que têm sido desenvolvidas com sucesso para a agricultura.

Terá também o enorme desafio de – em nome de seu partido, o PMDB – tornar ainda mais claro o forte poder de barganha que a agricultura brasileira exerce em nossa economia, justificando assim a maior celeridade administrativa e executiva que venham a implicar intervenções logísticas, securitárias, sanitárias e tecnológicas que possam alavancar a qualidade de nossa agricultura tanto no mercado interno quanto em contextos internacionais.