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Fazenda Experimental da ESALQ em Itatinga não será desapropriada

Após uma série de debates envolvendo o destino da área que hoje abriga a Estação Experimental de Ciências Florestais de Itatinga, a Diretoria da ESALQ recebeu documento que garante a manutenção da área sob gestão da Escola.

Jose Vicente Caixeta Filho

14 de outubro de 2014 | 19h54

Em 07/08/2014 foi publicado neste blog que o Governo do Estado de São Paulo estudava a possibilidade de desapropriar parte de uma fazenda experimental da Universidade de São Paulo (USP), administrada pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ) em Itatinga (SP).

Nesse sentido, foi lançado um abaixo-assinado pela internet e colhidas mais de quatro mil assinaturas a partir da veiculação da referida notícia. O número de visualizações deste blog foi também recorde, sendo que ofício específico foi encaminhado pela Diretoria da ESALQ ao governador Geraldo Alckmin para solicitar intervenção na questão.

Após uma série de debates envolvendo o destino da área que hoje abriga a Estação Experimental de Ciências Florestais de Itatinga (EECFI), a Diretoria da ESALQ recebeu, em 09/10/2014, documento que garante a manutenção da área sob gestão da Escola.

De acordo com o Ofício SMA/GAB/762/2014, datado em 03/10/2014, assinado pelo Secretário de Estado Adjunto do Meio Ambiente, a ESALQ foi informada que, em função das recentes notícias publicadas na mídia sobre a possibilidade de alteração do uso de parte da Estação, para a instalação de empreendimentos na área de logística ou industrial, o tema foi apresentado e discutido pelo Conselho Consultivo do Sistema de Informação e Gestão de Áreas Protegidas e de Interesse Ambiental do Estado de São Paulo (SIGAP) em sua 2ª reunião ordinária, ocorrida em 24/09/2014.

Na referida reunião, houve consenso sobre o uso da área, considerada de grande importância não só ambiental, como também para pesquisa, educação e inovação, tendo sido confirmado na ocasião o consenso sobre a importância da área e a pertinência de seu uso atual, que não deve ser alterado. Foi também formalizado naquele mesmo fórum o entendimento sobre a grande relevância da manutenção da integridade da área, resguardando-se seu valor de conservação para a água e para a biodiversidade.

Com certeza foi uma experiência marcante que trouxe uma série de aprendizados. O primeiro deles deu conta da importância do envolvimento organizado de uma comunidade em torno de um problema sério e que pôde ser resolvido com calma e com o respaldo técnico devido. Segundo, o apoio obtido a partir de políticos comprometidos com a região e com a ESALQ, que facilitaram por demais a interlocução com o Governo do Estado de São Paulo. Por fim, o “final feliz”, que corrobora a sensibilidade de uma série de tomadores de decisão com o reconhecimento de um conjunto fundamental de atividades que têm alavancado práticas de sustentabilidades legítimas no Estado de São Paulo.

(com o apoio de: Caio Albuquerque, da Assessoria de Comunicação da ESALQ; Lilian Geraldini, do Jornal de Piracicaba)

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