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Por uma boa escola agrícola

Estamos vivenciando novamente aquele período do ano em que as instituições de ensino superior (as públicas, principalmente) abrem as inscrições de seus vestibulares. O jovem mais focado nas ciências agrárias se depara com o primeiro desafio relacionado à escolha profissional. Hoje são muitas as alternativas. Mas tem que ralar... Acredito muito na eficiência do processo de tirar referências. Ajuda em qualquer tipo de planejamento. De escolha de carreira, de escolha de faculdade etc.

Jose Vicente Caixeta Filho

15 de julho de 2014 | 15h02

Estamos vivenciando novamente aquele período do ano em que as instituições de ensino superior (as públicas, principalmente) abrem as inscrições de seus vestibulares.

O jovem mais focado nas ciências agrárias se depara com o primeiro desafio relacionado à escolha profissional. Hoje são muitas as alternativas. Tem se tornado cada vez mais importante o aumento da realização e da auto-estima, independente do nível de remuneração, em prol de uma missão digna e ética de cidadania. Moral da história: a melhor empregabilidade pode vir acompanhada por uma série de outros atributos, que podem dizer respeito à qualidade do ambiente de trabalho, definição de plano de carreira, localização próxima dos entes queridos (sim, pode morar perto do pai e da mãe…), conjunto de benefícios (plano de saúde, previdência privada etc.). Portanto, salários altíssimos não são mais garantia de felicidade…

Confirmação da escolha da carreira: é importante colher opiniões de profissionais que atuem naquela área específica, de alunos que estejam matriculados em cursos correlatos.

Carreira confirmada. Onde estudar? Faculdade pública ou privada? Longe ou perto de casa? Bom, tenho uma série de sugestões. Primeira: começar pela identificação de uma boa escola agrícola. E o que caracteriza uma boa escola agrícola? Rankings dos mais diversos estão sendo constantemente divulgados por mídias diversas. Avaliações do MEC, número de estrelas etc. Abstrato demais? Entre no website da instituição. Se demorar mais que 3 toques para encontrar a informação que procura, mau sinal. Pior sinal: não achar o site… Infraestrutura: tem laboratórios, bibliotecas, boas salas de aula? Não tem certeza? Nenhum problema visitar in loco a instituição. Tire referências com alunos, professores, egressos, membros da comunidade. Importantíssimos nos dias de hoje: qualificação dos docentes, possibilidade de mobilidade internacional (muitas oportunidades estão sendo disponibilizadas para os bons alunos de graduação), existência de convênios com organizações que ofereçam estágios (que, dependendo da área de interesse, vão facilitar a aproximação com o chamado “mundo real”).

Mas será que eu consigo entrar naquela faculdade? Hoje, boa parte das instituições disponibiliza informações estatísticas que podem balizar com mais precisão esse tipo de indagação. Algo básico: numa USP, por exemplo, não há vagas para todos os interessados. No geral, são algo em torno de 150.000 candidatos para um pouco mais 10.000 vagas, ou seja, só aproximadamente 7% dos candidatos inscritos no vestibular da FUVEST vão entrar em alguma faculdade da USP. Preocupações filosóficas à parte, se na sala de aula de ensino médio do interessado há 40 alunos, só 3 (arredondando para cima…) passariam na USP. E quem seriam esses 3? Os que mais se prepararam para o vestibular, que não necessariamente são os melhores da classe. Precisa de um pouco de sorte? Não creio. Por outro lado, de posse das estatísticas que mencionei, pode-se ter um preparo adequado para se alcançar esse objetivo. Mas tem que ralar…

Acredito muito na eficiência do processo de tirar referências. Ajuda em qualquer tipo de planejamento. De escolha de carreira, de escolha de faculdade etc.

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