38% das empresas voltarão ao trabalho presencial só em 2021, diz pesquisa

38% das empresas voltarão ao trabalho presencial só em 2021, diz pesquisa

Segundo estudo da Spring Professional, retomada é maior em setores mais tradicionais, como bens de consumo, indústria e farmácia; nas áreas de tecnologia e serviços, menos de 25% retornaram aos escritórios

Marina Dayrell

08 de setembro de 2020 | 11h04

Uma pesquisa realizada pela Spring Professional – braço de recrutamento sênior do grupo Adecco – com 200 empresas, aponta que 38% delas voltarão aos escritórios presenciais apenas em 2021 ou ainda não possuem definição sobre a volta. Do restante, 30% planejam o retorno no último trimestre de 2020 e outras 32% já voltaram.

Os dados mostram que a retomada varia em relação ao setor de atuação da empresa. Em áreas mais tradicionais, como bens de consumo, indústria e farmácia, metade das entrevistadas já voltaram com ao menos uma parte da equipe. Já nos setores de tecnologia e serviços, menos de 25% retornaram ao trabalho presencial.

Das 200 empresas, 159 já adotaram mudanças de algum tipo durante a pandemia do novo coronavírus. Entre elas, 28% mudaram os benefícios oferecidos aos funcionários, como possibilidade de modelo híbrido de trabalho no futuro (home office e presencial), troca de vale-refeição por vale-alimentação ou garantia de auxílio home-office (verbas para que o funcionário compre materiais de escritório).

Em relação aos processos internos, 40% fizeram ou farão adaptações, como onboarding digital e recrutamento e admissão online. Já no âmbito estrutural, 66% das empresas fizeram ou estão planejando fazer mudanças físicas de acordo com as recomendações dos órgãos de saúde. Entre elas, 8% disseram que irão devolver seus espaços físicos ou reduzir os escritórios.

Escritório da Omie em São Paulo. Foto: Daniel Teixeira/Estadão-7/4/2020

Como base em suas decisões, apenas 15% das empresas fizeram pesquisas internas com os funcionários para definir o esquema de retorno; 21% estão criando normas baseadas nas determinações do governo e 65% seguem as diretrizes corporativas, seja da matriz ou local.

Foram ouvidos presidentes, diretores e gerentes de áreas de negócios ou recursos humanos de empresas de diferentes setores de mercado entre os dias 1º e 20 de agosto.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: