Alcance seus objetivos de carreira em 2020
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Alcance seus objetivos de carreira em 2020

Preparar-se antes de receber uma promoção ou ingressar em um novo trabalho é um movimento estratégico e aumenta consideravelmente as probabilidades de sucesso

Breno Paquelet

13 de janeiro de 2020 | 09h00

O início de um novo ano sempre vem para renovar os ânimos, expectativas e objetivos. Eu, particularmente, gosto dessa renovação e não deixo de fazer as minhas resoluções. Alguns dos meus objetivos são perfeitamente alcançáveis, outros dependem da combinação de vários fatores – inclusive sorte –, mas o que eles têm em comum é que todos demandam algum investimento meu (seja de esforço, tempo, mudança de hábitos ou financeiro).

Muitas pessoas traçam objetivos de carreira, mas projetam o sucesso em fatores externos, como uma decisão do gestor, a criação de uma vaga ou uma oportunidade recebida, desconsiderando sua parte para concretizar esses objetivos, o que pode gerar frustração.

Decisões de promoção de cargo ou o convite para assumir novas tarefas podem ser lentas, já que os gestores costumam ter dificuldades em projetar o desempenho futuro de profissionais em atividades nas quais ainda não apresentaram domínio na prática. Por isso, é preciso se preparar antes, demonstrar capacidade em determinado tema para que oportunidades concretas apareçam. Muitas pessoas dizem que querem crescer e evoluir na carreira, mas poucas estão dispostas a pagar o preço (em termos de esforço) para isso.

Aperfeiçoar-se depois que uma oportunidade aparece não é mais que obrigação. Preparar-se antes é um movimento estratégico e aumenta consideravelmente as probabilidades de sucesso. É preciso fazer uma avaliação sincera dos seus pontos fortes e das habilidades que precisam ser desenvolvidas e investir em aperfeiçoamento, focado no tema que deseja desenvolver. E aí entra uma questão importante, que é a priorização de atividades.

Livros e podcasts especializados podem ajudar no aprimoramento de habilidades e impulsionar carreiras. Foto: Unsplash

Mais de 90% dos brasileiros têm smartphones – inclusive existem mais aparelhos ativos no Brasil do que habitantes -, porém, apenas metade dos brasileiros têm o hábito da leitura. Há a percepção de que os livros são caros, mas as redes de fast food estão sempre cheias nos fins de semana (onde um lanche pode custar o mesmo que o preço médio dos livros no Brasil – menos de R$ 40 – sendo que as versões digitais custam cerca da metade do preço). Muitas palestras gratuitas de qualidade recebem público abaixo da capacidade, mas as pessoas passam horas na fila para jogar na mega sena acumulada.

Conteúdo de qualidade está cada vez mais acessível para quem é ávido por consumi-lo. Para os que não gostam de ler, existem diversos títulos disponíveis na versão audiolivro. Se o problema for o dinheiro para investir nos livros, existe muito conteúdo de qualidade disponível de forma gratuita, como podcasts, palestras TED ou vídeos no Youtube. Para os que não têm tempo, vale também uma mudança de hábitos. As horas de deslocamento para o trabalho poderiam ser ocupadas consumindo conteúdo e não em jogos de celular. Alguns minutos de TV ou redes sociais poderiam ser trocados por páginas lidas.

A maioria das pessoas espera aparecer alguma oportunidade concreta no trabalho para começar a preencher suas lacunas de aprendizado, mas esse também é o principal motivo para essa oportunidade nunca chegar. Um novo ciclo se iniciou e com ele mais uma chance de fazer diferente.

*Breno Paquelet é especialista em negociação, com certificações em negociação e estratégia empresarial pela Harvard Business School, Harvard Law School e MIT. É professor de Negociação & Gestão de Conflitos no MBA da Universidade Federal Fluminense (UFF) e na Casa do Saber Rio. É autor do livro “Pare de Ganhar Mal” (ed. Sextante) e consultor empresarial.

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