As escalas para uma carreira internacional
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As escalas para uma carreira internacional

Claudio Marques

06 Junho 2018 | 18h19

Eliane Sobral/Especial para o Estado

Enquanto cursava engenharia mecânica na Universidade de Tecnologia de Compiègne, na França, Frédéric Sebbagh arquitetava o projeto pessoal de tornar-se um executivo global. Tinha também três objetivos, ou sonhos, como ele diz: conhecer o Canadá, o Brasil e a Austrália. Hoje, com 48 anos de idade, Frédéric ostenta um mestrado em gerenciamento de projetos industriais pela universidade de Sherbrooke, de Quebec, e comanda os negócios da multinacional alemã Continental na Argentina, Chile, Colômbia, Venezuela a partir do Brasil, onde mora há 15 anos.

Moldar uma carreira com vários carimbos no passaporte pode ser mais simples hoje do que quando Frédéric era um jovem universitário mas, ainda assim,  é preciso atenção e dedicação ao que pode impulsionar o embarque. “Não escolhi o mestrado em outro país por acaso e sempre participei de fóruns e seminários que me permitissem ampliar minha rede de contatos”, ensina.

O executivo é um dos 23 CEOS participantes do programa CEO Por Um Dia, promovido pela Odgers Berndtson em parceria com o Estado, a PDA International, Machado Meyer Advogados e Centro de Carreiras da FGV Eaesp, cujas inscrições vão até o próximo dia 29 – http://ceox1dia.com.br/

Entre 20 de agosto e seis de setembro, um dos 23 universitários selecionados no programa, vai acompanhar a rotina do CEO da Continental e, além de conhecer de perto a multinacional alemã, o selecionado ou a selecionada pode aproveitar para conseguir mais dicas de um executivo global como Frédéric. “Também é uma oportunidade para nós, de sentir a sensibilidade dos millenials (como são chamados os jovens nascidos entre as décadas de 1980 e 2000), e de mostrar os valores e diferenças entre os países com os quais trabalhamos.”

O executivo que domina cinco idiomas (além do francês de sua terra natal, fala alemão, português, inglês e espanhol), agora está estudando mandarim. Faz uma aula de duas horas por semana e aproveita o trânsito de São Paulo para estudar pelo menos 20 minutos entre um deslocamento e outro. O que mostra que, mesmo chegando ao topo da cadeia corporativa, Frédéric Sebbagh continua muito interessado em ser um executivo globalizado. Agora só falta conhecer a Austrália.