Batendo o ponto: aprendizados e prêmios do Fórum GlobalCCU
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Batendo o ponto: aprendizados e prêmios do Fórum GlobalCCU

Mais uma vez, as empresas brasileiras ou atuantes no Brasil obtiveram destaque na premiação

Marisa Eboli

21 de maio de 2019 | 14h39

O Fórum GlobalCCU é um evento global inspirador que reúne profissionais de universidades corporativas de todo o mundo para se encontrar e compartilhar experiências e projetos. Os participantes são reunidos durante três dias de trabalho intensivo, no formato de seminário, com palestrantes, workshops e oficinas que servem, não só para conhecer o que fazem as melhores Universidades Corporativas (UCs) do mundo, mas, também, para compartilhar as melhores práticas, tendências e desafios. A agenda é organizada de forma a incorporar também a cerimônia do Prêmio GlobalCCU, que reconhece as melhores Universidades Corporativas no âmbito

Pela primeira vez, neste ano de 2019, o Fórum foi realizado na América do Sul, mais especificamente em São Paulo, entre 7 e 9 de maio, e foi hospedado pelas renomadas Universidades Corporativas: Hamburger University (HU), McDonald’s Arcos Dorados e Universidade Corporativa Bradesco e Academia (Unibrad).

Com programação relevante e variada, o evento contou com palestrantes especialistas, depoimentos de CEOs, painéis com relatos de cases de sucesso e visita de benchmark na Academia Santander e na UniBrad. Ambas surpreenderam os participantes vindos de todas as partes do planeta com sua infraestrutura, tecnologia e práticas inovadoras.

Arcos Dorados – McDonald’s ganhou Prêmio Ouro como Melhor Universidade Corporativa em Impacto nos negócios. Foto: Dirk Tussing/Creative Commons

Os depoimentos dos CEOs Sergio Alonso e Octavio de Lazari Junior, da Arcos Dorados e Bradesco respectivamente, impressionaram pela autenticidade e ênfase dada à educação corporativa, tanto para as pessoas e suas carreiras, como para a viabilidade de uma estratégia de negócios bem-sucedida, garantindo a competitividade das empresas.

De acordo com Alonso, “o prêmio é um reflexo do trabalho desenvolvido pela Hamburger University para trazer resultados ao negócio. Temos como missão proporcionar desenvolvimento de carreira e contribuir para formar profissionais talentosos, que trabalharão em sintonia com os valores da marca, difundindo nossa cultura de qualidade e transparência ao cliente final”.

Cabe ressaltar que a unidade brasileira da HU já completou duas décadas de existência e, por ano, são formados em média 1.100 alunos em cursos presenciais, além de 90 mil online. O reconhecimento da Universidade é tanto que o Conselho Americano de Educação aceita horas de cursos ministrados por ela como créditos válidos para graduação em universidades do país, na área de Administração. Lazari destacou que ele próprio é fruto de um sistema de formação vitorioso, na medida em que ingressou no Banco como office-boy.

Quanto ao Prêmio, ele envolve oito categorias: Melhor UC Geral; Impacto nas estratégias de negócio; Cultura organizacional; Responsabilidade social corporativa; Inovação; Abordagem holística humana e digital; Tecnologia e Gestão da marca.

Vencedores de todo o mundo reuniram-se na Hamburger University para a Cerimônia de Premiação, ao lado de outros colegas de aprendizagem e demonstraram aos juízes que eles atuam no mais alto nível de excelência e criam valor para Pessoas, Negócios e Sociedade. Nesta edição do Prêmio, a Melhor Universidade Corporativa Geral foi a Telekomunikasi Indonesia (Indonésia).

Mais uma vez, as empresas brasileiras ou atuantes no Brasil obtiveram destaque na premiação. Vejamos: Arcos Dorados – McDonald’s ganhou Prêmio Ouro como Melhor Universidade Corporativa em Impacto nos negócios. O Banco Santander Brasil S.A obteve Prêmio Prata como Melhor Universidade Corporativa na categoria Cultura. A FCA – Fiat Chrysler Automobiles Latam e Banco do Brasil receberam Prêmio Ouro e Prata, respectivamente, como Melhor Universidade Corporativa em Abordagem Holística Humana e Digital. A Caixa Econômica Federal levou Prêmio Ouro de Melhor Universidade Corporativa na categoria Inovação.

Na edição de 2017, dentre as 20 empresas finalistas concorrendo ao prêmio, havia seis atuantes no Brasil, que conseguiram posições de destaque em praticamente todas categorias de premiação.

Relembrando:

Banco Bradesco – Prêmio Ouro de Melhor Universidade Corporativa Global
Caixa Econômica Federal – Prêmio Prata em imprimir identidade, cultura e marca
Banco Central do Brasil – Prêmio Prata em responsabilidade social corporativa
Banco do Brasil – Prêmio Ouro em Inovação
Vale – Prêmio Bronze em Inovação
Igor Fernando Ferreira, à época no McDonald’s – Arcos Dorados, foi considerado o Líder do Ano

Em 2015, a UniBB, do Banco do Brasil, foi a vencedora como melhor UC Global (ouro). No mesmo ano, Ernst & Young University venceu na categoria Inovação (bronze). Em 2013, a Caixa Econômica Federal foi a melhor UC Global (bronze).

É inquestionável e surpreendente o padrão de excelência de nossas UCs apesar dos sérios problemas do nosso Sistema Formal de Educação (especialmente a Educação Básica). Talvez, até para superar tais deficiências, as empresas brasileiras invistam tanto e tão bem em educação, caso contrário não seriam competitivas. O fato é que a educação corporativa no Brasil vem se consolidando com referência mundial por sua qualidade e inovação.

Mesmo em tempos de acentuada crise econômica e política, as empresas têm se reinventado para garantir formação permanente e estratégica. Colocaram educação no centro de suas estratégias, justamente como forma eficaz de enfrentar a crise.

Na 4ª Pesquisa Nacional – Práticas e Resultados da Educação Corporativa 2018-FIA, realizada sob minha coordenação, foram incluídos alguns critérios do CCU Global Awards. Dentre os aspectos vinculados a critérios do prêmio que os respondentes mais concordaram atender destacaram-se cinco: gerar valor para as pessoas, para os negócios e para a sociedade (93%); ajudar a organização em inovar em seus produtos/serviços ou na gestão (87%); ter um líder reconhecido pelos demais líderes da organização (86%); ter um líder articulador, engajador d sua equipe e com capacidade estratégica (85%); reconhecer que os seres humanos são multidimensionais (85%).

Tais resultados são um estímulo para que as empresas participem cada vez mais do Global CCU Awards, tendo em vista o efeito positivo na marca e imagem do Sistema de Educação Corporativa que este reconhecimento internacional produz.

* Marisa Eboli é doutora em administração pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP e especialista em educação corporativa. É professora da graduação e do mestrado profissional da Fundação Instituto de Administração (FIA). (meboli@usp.br)

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