Batendo o ponto: o mundo corporativo e quando o estresse mobiliza o funcionário a reagir
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Batendo o ponto: o mundo corporativo e quando o estresse mobiliza o funcionário a reagir

Para a especialista em RH Ylana Miller, não ter medo de mudar é fundamental para encerrar ciclo de emoções negativas em uma empresa

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04 de março de 2019 | 13h52

 

Por Ylana Miller *

Há alguns anos percebo que as conversas de amigos, clientes e profissionais de diversas áreas de atuação são muito semelhantes quando se trata do tema mundo corporativo. Na comunicação não-verbal fazem caretas, viram os olhos, suspiram de cansaço e se expressam de forma impaciente.

Compartilham experiências vivenciadas em ambientes que se predomina a falta de respeito, assédios, psicopatias e um clima que gera falta de confiança nas relações. Relatam sobre líderes que adotam o comportamento manipulador e destrutivo no relacionamento e na gestão de equipe. Não importa o tamanho da empresa ou segmento, pois isso pode ocorrer em qualquer tipo de organização.

Em paralelo, estudos e pesquisas na área de comportamento organizacional indicam que é preciso valorizar e investir na qualidade de vida no ambiente corporativo. A maioria das empresas segue essa recomendação e prioriza investir em ações para aumentar o índice de felicidade no trabalho de seus colaboradores, dentre outros indicadores de gestão de pessoas. Então, o que está ocorrendo? Pode ser que em alguns ambientes organizacionais ainda haja uma dicotomia entre discurso e ação. Políticas de gestão de pessoas podem ser muito bem redigidas, mas praticadas de forma equivocada.

O impulso para mudar pode vir do próprio estresse gerado pelo ambiente corporativo. FOTO: Nilton Fukuda/Estadão

E você, está estressado com essas relações e ambientes que geram desgaste emocional e falta de motivação? Conhece alguém que esteja? Há estudos que demonstram que o estresse não é necessariamente ruim, pelo fato de mobilizar o indivíduo a reagir. Pode impulsionar para as pessoas deixarem de cultivar práticas nocivas.

Não ter medo de mudar é fundamental para ir em busca do real propósito de carreira. Analise o mercado e a sua empregabilidade. Converse com pessoas de total confiança, pois ideias novas podem surgir. Não podemos generalizar e afirmar que todos os ambientes corporativos são comprometidos com emoções negativas, portanto a mudança de empresa pode ser uma nova opção.

“Quanto maior for o seu autoconhecimento maior será a probabilidade de sucesso nas escolhas”

Entretanto, para alguns a vida corporativa pode ter ficado pequena. Então, analisar o seu perfil empreendedor e a vocação para abrir o seu próprio negócio pode ser o início da construção de uma nova trajetória. A docência pode ser outra opção, lembrando que exige qualificações e habilidades específicas. A decisão por um novo caminho não é simples, mas quanto maior for o seu autoconhecimento maior será a probabilidade de sucesso nas escolhas.

Não procrastine. Invista energia na transformação de um case que pode contribuir para o índice de infelicidade no trabalho. Pare, reflita e planeje uma transformação alinhada aos seus valores de vida.

* É especialista em recursos humanos, professora de pós-graduação e
sócia-diretora da Yluminarh – Desenvolvimento Profissional (ylana@yluminarh.com.br)

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