Coaching ainda é confundido com mentoring e até com terapia

Coaching ainda é confundido com mentoring e até com terapia

Papel central dos participantes e falta de roteiro diferem processo de outras experiências de transformação

Claudio Marques

16 de junho de 2014 | 09h41

RENATA VIEIRA – Especial para o Estado

Há quem acredite que vai encontrar no coaching uma cartilha pronta com as dicas a respeito do que fazer da vida, um mentor que lhe dê o segredo do sucesso ou um treinador. No entanto, dizem os especialistas, o processo se diferencia justamente por aplicar uma metodologia em que o participante é o responsável por traçar as estratégias em direção aos objetivos, baseado no presente e focado no futuro desejado.

O termo é frequentemente confundido com o mentoring, processo no qual um expert – em geral de uma carreira específica – guia os clientes a partir de seu background e experiência. “No coaching, é diferente, O coachee é quem chega às conclusões do que deve ser feito”, diz Fátima Motta, da ESPM.

A coach Liamar Fernandes também diz que o processo é muitas vezes associado, de forma equivocada, à terapia. Neste processo, reina o trabalho sobre os conflitos internos dos pacientes, com especial ênfase no passado. “O coaching tem foco no futuro. Há pressão, tarefas a serem cumpridas, e não envolve a cura de uma doença.”

A Federação Internacional de Coaching (na sigla em inglês, ICF), por outro lado, diz que o processo não deve ser considerado um treinamento. Segundo a entidade, os programas de treinamento são baseados em objetivos estabelecidos pelos instrutores e assumem uma evolução linear de aprendizagem que coincide com um currículo. Já o coaching seria bem menos linear e não responderia a orientações prévias.

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