Como equilibrar razão e emoção no ambiente de trabalho

Como equilibrar razão e emoção no ambiente de trabalho

Empresas se voltam a promover workshops e treinamentos de olho no desenvolvimento das competências socioemocionais, as chamadas soft skills, de seus funcionários

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17 de fevereiro de 2020 | 16h38

Por Fernando Teles*

Ter uma base acadêmica e experiência profissional consistente são fundamentais para se destacar em um mercado de trabalho altamente competitivo. Nos últimos anos, contudo, competências atreladas à inteligência emocional vêm ganhando espaço no mundo corporativo por serem uma grande aliada da inovação. E esta é a palavra-chave para enfrentar os desafios desta nova era, marcada por rápidas transformações promovidas pela volatilidade, pela incerteza, pela complexidade e pela ambiguidade, que conceituam o chamado mundo VUCA – do inglês volatility, uncertainty, complexity e ambiguity.

Ao olhar o panorama atual, percebo a importância da inteligência emocional justamente por estimular a busca pelo autoconhecimento à medida que fornece a clareza necessária para ter contato com si próprio, identificando fraquezas e potencialidades. Como consequência, é possível mapear as emoções, o que é essencial para a tomada de decisões assertivas e coerentes diante de diferentes situações, principalmente sob forte estresse. E este é um dos seus grandes trunfos: saber dosar as emoções de acordo com a circunstância, equilibrando ousadia e prudência.

Além disso, o desenvolvimento da inteligência emocional aprimora habilidades como criatividade, comunicação, equilíbrio e empatia, melhorando o convívio não só no ambiente de trabalho como também na vida pessoal, considerando que dedicamos boa parte do nosso tempo à carreira.

É por esse motivo que muitas empresas que oferecem atividades focadas em competências técnicas, as chamadas hard skills (por meio de cursos de idiomas e especialização), começam a voltar seus olhos para as habilidades comportamentais ou soft skills, com o objetivo de fornecer as ferramentas necessárias para o desenvolvimento integral do ser humano em todas as suas frentes.

Empresas perceberam que precisam equilibrar as competências técnicas (hard skills) com as emocionais (soft skills) de seus funcionários. Foto: Pixabay

Prova disso é que muitas empresas estão promovendo workshops e treinamentos in company abordando inúmeros temas atrelados à inteligência emocional como métodos de comunicação não agressiva, práticas de liderança e técnicas de negociação. Também cresce a oferta por cursos de mindfulness que utilizam técnicas de meditação para atingir atenção plena e foco no presente, o que é extremamente necessário em um cotidiano atribulado com tantas tarefas onde a sensação é que o relógio anda cada vez mais acelerado.

Acredito que o ser humano é a essência do trabalho e é preciso apostar em novas iniciativas que proporcionem os recursos necessários para que os colaboradores desenvolvam suas próprias capacidades.

Isso se torna ainda mais relevante em empresas cujo maior foco é a busca pela inovação, pois a bússola aponta sempre para caminhos ainda desconhecidos. Afinal, não se pode obter resultados diferentes fazendo tudo da mesma maneira. E é isso que estamos constatando: o crescimento de cada colaborador, pessoal e profissional, é o fator decisivo que impulsiona o crescimento da empresa.

* Fernando Teles é country manager da Visa do Brasil.

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