Duas visões de marca empregadora e progressão de carreiras
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Duas visões de marca empregadora e progressão de carreiras

Considerar novos modelos e movimentos de progressão de carreira e o aumento da expectativa de vida serão elementos fundamentais

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23 Junho 2018 | 16h01

Foto: Pixabay

Fabrício César Bastos, professor da PUC-SP

O conceito de marca empregadora está relacionado à proposta de valor que as empresas “criam” para os colaboradores e candidatos. O EVP (employment value proposition) contribui para atrair novas pessoas, motivar e reter os ativos mais valiosos: os funcionários. Entretanto, para que a proposta de valor da marca empregadora seja de fato um diferencial é importante identificar se o que as organizações estão oferecendo, as pessoas estão buscando.

Pesquisa feita pela Randstad (Employer Brand Research 2018) com mais de 175 mil entrevistados em 30 países apresenta informações na visão dos empregadores e, também, dos colaboradores.

Analisando os dados do Brasil, na pergunta “o que os colaboradores buscam?” os três itens mais indicados respectivamente são: salário & benefícios; progressão de carreira; e ambiente de trabalho.

Na questão “o que os empregadores oferecem?” surgem as respostas: empresa financeiramente saudável; organização que utiliza tecnologia de ponta; e boa reputação empresarial. Comparando a visão de empregadores e colaboradores, principalmente com referência ao EVP, é possível identificar diferenças relevantes.

Apesar de os três pontos mais indicados em termos do que os empregadores oferecem serem importantes para o negócio, quando se contrasta com a opinião dos colaboradores é possível perceber que aspectos mais centrados no desenvolvimento de carreira estão sendo deixados de lado.

O relatório The rise of the social enterprise (2018, Deloitte Global Human Capital Trends) aponta dez tendências em capital humano para este ano, sendo que duas delas impactam as carreiras organizacionais: “De carreiras para experiências: novos caminhos”; e “O dividendo da longevidade: trabalhar em uma era de vidas de 100 anos”. Considerar novos modelos e movimentos de progressão de carreira e o aumento da expectativa de vida serão elementos fundamentais para as Marcas Empregadoras que quiserem atrair e engajar os melhores talentos.

Fica o alerta para as empresas que querem ser as mais admiradas e se tornarem modelos de marca empregadoras: alinhar formatos de carreira que propiciem crescimento para as pessoas.