Empresa que investe em educação ajuda no sucesso da carreira dos funcionários
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Empresa que investe em educação ajuda no sucesso da carreira dos funcionários

Modelo que pode inspirar outras organizações, a Academia Santander foi premiada internacionalmente por boas práticas, conta a especialista Marisa Eboli em artigo

Marisa Eboli

17 de junho de 2019 | 16h42

Tem sido recorrente em estudos e pesquisas sobre melhores práticas e tendências em gestão de pessoas a menção à implantação de Sistemas de Educação Corporativa (SEC). Cada vez mais responsável pelos resultados nos negócios e pela transformação organizacional, a educação corporativa tem evoluído muito no Brasil.

Acho importante destacar casos de sucesso não só para inspirar outras organizações mas também para relembrar a todos, quando buscarem um novo desafio profissional, mudando de emprego, como é fundamental saber se a empresa em questão investe em educação, pois isso pode ser crucial para o sucesso de sua carreira ao longo da vida.

A premiação do GlobalCCU (Conselho Global de Universidades Corporativas), sediado na França, reconhece as melhores práticas de educação corporativa no mundo. Uma das premiadas em 2019 foi a Academia Santander, do Banco Santander Brasil, que obteve Prêmio Prata como Melhor Universidade Corporativa na categoria Cultura.

Vamos conhecer um pouco deste projeto que faz a Academia Santander ser objeto de inúmeras visitas de benchmark, inclusive dos alunos do curso de educação corporativa da FIA, que são sempre acolhidos com muita competência e carinho por Ricardo Bretas e sua equipe.

Em outubro de 2016, o Santander Brasil lançou a Academia Santander, uma universidade corporativa ou SEC que tem como propósito “desenvolver pessoas que inovem o jeito de ser e de fazer banco, criando uma organização que se diferencia pela excelência em servir clientes e por resultados recorrentes.”

Prédio Farol Santander (ao centro), em São Paulo, cujo banco ganhou reconhecimento em educação corporativa na área de cultura. Foto: Tiago Queiroz/Estadão

A estruturação das escolas da Academia Santander deu-se a partir da definição dos conhecimentos estratégicos para o banco: jeito de ser, jeito de transformar, jeito de fazer e jeito de zelar. A academia oferece aos funcionários uma visão transversal da organização e os estimula a serem protagonistas da própria carreira. A partir do seu desenvolvimento, os funcionários podem contribuir ainda mais para a satisfação dos clientes, por meio da realização de experiências de aprendizagem que contam com diferentes formatos e metodologias. O modelo traz uma nova experiência de aprendizagem e representa uma ruptura na forma de aprender em ambientes corporativos, baseada no conceito de coworking.

A Academia Santander é destaque entre as UCs pela infraestrutura e pelos recursos de suas instalações: com espaços físicos espalhados pelo Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre), sala de prototipagem para design thinking, uso da realidade virtual para treinamentos, salas temáticas (risco, diversidade), salas com mobiliário adaptativo e paredes escamoteáveis, sala para uso de recursos de realidade virtual, espaço com tela de touch para atividades de videogame instrutivo, arquibancada para interações e discussões em grupos e área de “coffice” – neologismo que mistura o conceito de coffee e office, espaço onde as pessoas podem encontrar-se para reuniões e troca de aprendizagem.

Em 2018, o Santander registrou a participação de 94% dos funcionários em ao menos uma ação educativa presencial ou a distância. No total, foram 19.084 participações em cursos presenciais; mais de um milhão de participações em cursos on-line; 989 experiências de aprendizagem desenvolvidas; mais de 2,6 milhões de acessos à plataforma (808 mil via mobile e 1,7 milhão via web).

Cerca de 80% das experiências de aprendizagem presenciais são realizadas por multiplicadores internos, com o objetivo de disseminar conhecimentos de negócio e conhecimentos estratégicos do banco.

Os líderes do Santander são alguns dos principais responsáveis por fortalecer o propósito como multiplicadores e conteudistas da Academia. Além disso, contam com vários treinamentos específicos para o seu desenvolvimento de acordo com os níveis de complexidade do pipeline de liderança, que os apoiam na transformação de seus resultados e da cultura organizacional.

Recente fala de Sérgio Rial, CEO do Santander Brasil, evidencia não só o envolvimento dos líderes com a Academia mas também sua relevância para a estratégia bem-sucedida do banco: “Academia Santander foi e será peça fundamental em todo o processo de transformação que o banco Santander está vivendo e que ainda precisará viver”.

* Marisa Eboli é doutora em administração pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP e especialista em educação corporativa. É professora da graduação e do mestrado profissional da Fundação Instituto de Administração (FIA). (meboli@usp.br)

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