Foco na Carreira: Emprego, trabalho e habilidades
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Foco na Carreira: Emprego, trabalho e habilidades

Esses três assuntos estão, há alguns anos, frequentando juntos relatórios de pesquisa, artigos acadêmicos e publicações especializadas

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29 Setembro 2018 | 13h00

Foto: Pixabay

Elisabete Adami Pereira dos Santos*

Há um ano, em setembro de 2017, foi publicado um relatório resultado do trabalho de quatro pesquisadores da Universidade de Oxford, entre eles M. Osborne, que vem se destacando por tratar desses temas nos últimos anos. A unidade responsável por esse trabalho é a Oxford Martin School, considerado um dos maiores centros de pesquisa, em termos mundiais.

Esse relatório (The Future of Skills: Employment In 2030) está disponível em: https://www.oxfordmartin.ox.ac.uk/publications/view/2600.

O objeto principal desse estudo foi o de mapear como o emprego mudará nos próximos anos e quais seriam as implicações para as habilidades. O horizonte do estudo é 2030. Há uma crítica clara sobre outros estudos que se concentram nos impactos sobre o emprego, carreiras, funções e habilidades, advindos da automação. Obviamente que a automação provoca grandes impactos, mas não está sozinha nessa função.

Neste estudo utilizam um método mais abrangente, complexo e misto (experts e máquinas), que percorre diferentes setores da economia e do mercado de trabalho, incluindo aí o setor público.

E algumas certezas que se tinham a partir de outros estudos e pesquisas, mostraram, nesta, uma outra faceta. Por exemplo, alguns empregos de baixa qualificação estariam menos propensos a sofrer resultados ruins no mercado de trabalho do que se supunha no passado.

Além disso, especificam as habilidades que provavelmente têm e terão maior demanda, como habilidades interpessoais e habilidades cognitivas de alto nível (ambas no campo da soft skills).

Ao contrário de outros estudos recentes, o método, utilizado pela pesquisa, também permite prever com algum grau de confiança quais tipos de novos empregos podem surgir.

Os autores alertam para o fato de que esse estudo desafia o “falso alarmismo que contribui para uma cultura de aversão ao risco e impede a adoção, a inovação e o crescimento da tecnologia”.

Aviso que este artigo é apenas uma introdução ao assunto, e voltarei a falar, nos próximos, sobre algumas particularidades do estudo, e que certamente nos ajudarão a entender o que pode acontecer no futuro.

*Professora da PUC-SP