Foco na carreira: Soft skills em destaque
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Foco na carreira: Soft skills em destaque

O vocábulo inglês se refere a capacidades imateriais que podem fazer a diferença na hora da contratação

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28 Julho 2018 | 16h00

Foto: Pixabay

Por Elisabete Adami Pereira dos Santos*

No artigo anterior, dia 01/07, falei sobre a importância que as soft skills têm assumido hoje no cenário das organizações mais antenadas nas grandes tendências em gestão de pessoas. Disse que não era nova pois surgiram em um estudo de Harvard, e outras duas instituições, em 1918.

E quais seriam, então, as soft skills mais relevantes, que chegam a fazer com que os recrutadores selecionem candidatos que as possuem, às vezes em detrimento até de importantes hard skills?

Relembrando que soft skills são imateriais, intangíveis, e não estão relacionadas diretamente às habilidades técnicas, nem ao conhecimento teórico e acadêmico (que fazem parte das hard skills).

Artigos de revistas especializadas, e em jornais voltados ao mundo dos negócios, têm apresentado algumas dessas habilidades intangíveis, e mostrado que elas têm tudo a ver com comportamento e com atitude, e, esses são alguns dos fatores que as tornam difícil de serem mensuradas.

Capacidade de: comunicação, tomada de decisão, solução de problemas, trabalho em equipe, criação e manutenção de um networking ativo, eficiente e eficaz, somadas a outros fatores, como empatia, flexibilidade, ética, criatividade, resiliência, capacidade crítica, e outras, são algumas das soft skills mais valorizadas no momento. Obviamente que o peso de algumas é diferente do peso de outras pois isso vai variar de acordo com o grau de exigência de um posto de trabalho específico, bem como da natureza desse trabalho.

Quando se diz que algo é de difícil mensuração, o que está se dizendo, também, é que a avaliação é bastante complicada de ser feita. Mais uma vez, estamos falando de algo com caráter de imaterialidade, incorporeidade. Mas, além da mensuração, algo aparece como um grande desafio.

Esse desafio é o mesmo que já surgiu (e permanece) no conceito de liderança: é possível ensinar? Conseguimos fazer com que alguém que não tenha essas habilidades “aprenda” a tê-las?

Algumas instituições de ensino estão levando à sério e enfrentando a questão com ações que têm começado logo no processo de seleção de alunos. No Brasil, já temos algumas escolas e universidades que estão tentando levar para dentro delas estudantes com soft skills já desenvolvidas ou que podem ser fortalecidas.

Isso quer dizer que aqueles vestibulares que avaliam e medem os conhecimentos técnicos, apenas, parece estar com os dias contados…

E as organizações, como estão lidando com esse desafio? No próximo artigo, vamos falar sobre um projeto bastante interessante desenvolvido pelo Google.

*Professora – PUC-SP

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