Mais trabalho no futuro, mas não no formato tradicional

Mais trabalho no futuro, mas não no formato tradicional

Claudio Marques

27 de janeiro de 2018 | 16h00

Por Elisabete Adami Pereira dos Santos, professora da PUC

No artigo anterior comecei a falar sobre o estudo da consultoria Cognizant, cujo relatório publicado no final de 2017 apresentou as 21 novas ocupações que serão, cada vez mais comuns, nos próximos dez anos.

Quem acompanha esta nossa coluna viu que apresentei o “detetive de dados”, e agora vou falar sobre alguns outros muito interessantes e instigantes, se não curiosos…

Dois desses empregos relacionam-se à questão ética e à transparência nas transações. Um deles foi, também, comentado na coluna de Pedro Doria: chief trust officer, uma espécie de cargo que garante que as transações financeiras sejam transparentes e o ocupante deve conhecer profundamente elementos de criptografia. O outro é o ethical sourcing officer, uma espécie de supridor de garantias éticas, que investigará, acompanhará, negociará e estabelecerá acordo em torno do fornecimento automatizado de bens e serviços assegurando o alinhamento das operações com os desejos éticos de todos os stakeholders.

Um assunto cada vez mais frequente em nossas organizações, e também na sociedade, é o da diversidade genética. E, para isso, também se prevê um profissional especializado. Esse profissional vai trabalhar em estreita colaboração com chefes de países e unidades de negócios, bem como com os cientistas voltados à genética, internos e externos, para assegurar a inclusão genética dentro das organizações.

Outro tema crescente é quanto à presença de drones e veículos autônomos. Para isso se prevê também um profissional: o controlador espacial, cuja tarefa será a de monitorar, regular, planejar e manipular o espaço aéreo e rodoviário, nas cidades, e programar as plataformas automáticas de inteligência artificial usadas para o gerenciamento espacial.

O envelhecimento da população, em quase todas as sociedades, também enseja o aparecimento de um profissional especializado: o curador de memória pessoal. Ele será o responsável por recuperar e arquitetar as experiências passadas para reduzir o estresse que a perda de memória produz.

Apresentei entre o artigo passado e este, 6 novas ocupações, mas são 21…muito ainda pela frente e, como foi dito antes: o trabalho está mudando, mas ele não vai embora. Mas, empregos e carreiras, nos formatos tradicionais, com certeza irão.

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