Mulheres passam mais tempo isoladas e sofrem mais efeitos emocionais, diz pesquisa

Mulheres passam mais tempo isoladas e sofrem mais efeitos emocionais, diz pesquisa

Índice de Confiança do Trabalhador, do Linkedin, expõe desigualdade de gênero no isolamento social; mulheres têm menos apoio da empresa e trabalham menos horas para conseguir cuidar das crianças

Redação

09 de setembro de 2020 | 08h00

Na terceira edição do Índice de Confiança do Trabalhador, do Linkedin, um novo recorte expõe a desigualdade de gênero vivenciada durante o isolamento social. No Brasil, foram as mulheres que passaram mais tempo em quarentena (68%) e elas são as que mais sofreram os efeitos emocionais da pandemia do novo coronavírus, com 7 em cada 10 respondentes relatando aumento de estresse ou ansiedade.

A análise foi realizada entre 27 de julho e 23 de agosto, com 1.617 entrevistados. Segundo o estudo, homens e mulheres estão dividindo esforços para equilibrar cuidados com filhos, casa e trabalho, mas são as mulheres que trabalham menos horas para conseguir cuidar das crianças (26%) ou contam com um membro da família ou amigo para cuidar das crianças neste momento (29%).

Ao mesmo tempo, 25% dos homens afirmam trabalhar em horários alternativos para cuidar das crianças, enquanto isso é uma realidade para apenas 12% das mulheres entrevistadas.

Dentre os obstáculos apontados, 70% dos homens afirmam que é um desafio manter o filho ocupado enquanto trabalham, equilibrar o dever de cuidar do filho com o parceiro (37%) e ter que trabalhar até tarde para compensar o horário (26%). Contudo, são as mulheres que mais apontam falta de apoio da empresa empregadora para horários flexíveis ou alternativos (10%).

Mulher em home office. Foto: Pixabay

O índice realizado pelo Linkedin também continuou apurando o sentimento dos profissionais cadastrados na plataforma quanto a busca por emprego, renda e carreira. O cenário permanece otimista quanto ao futuro, registrando 57 pontos num intervalo de -100 a +100, contra 54 em julho.

Os principais destaques são com relação às finanças e progressão na carreira, enquanto a confiança do trabalhador na manutenção do emprego passou por queda de um ponto entre um mês e outro.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: