No trabalho: como repreender sem provocar briga
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No trabalho: como repreender sem provocar briga

"Funcionária é muito difícil de se lidar, não é confiável e fala mal dos colegas, mas de um modo tão sutil que fica difícil adverti-la formalmente"

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21 Agosto 2018 | 07h02

Foto: Pixabay

The New York Times 
Sou supervisora de cerca de 30 funcionárias. Recentemente, reuni-me com três deles para falar de metas de fim de ano. Uma delas falou de um problema que teve com um cliente, começando com a manjada frase: “Não sou racista, mas…”. Em seguida, pôs-se a criticar toda a suposta “turma” do cliente com base no comportamento dele.
Não foi um episódio que envolvesse um grave insulto direto e então não quis me alongar a respeito naquele momento, preferindo deixar para tratar com calma mais tarde. A .
Eu deveria ter dito na hora que o que ela afirmava era inconveniente. Agora, quero conversar com ela, mas sem colocá-la na defensiva. Como fazer isso? E o que dizer a ela? Margaret

Rob Walker, o ‘workologista’, responde:

Como supervisora, você tem a responsabilidade de chamar a atenção de sua subordinada. Deixar um comentário estereotipado como esse sem resposta pode dar a impressão de que você o considera válido, o que pode lhe trazer problemas. De fato, teria sido melhor se você interviesse no momento, embora seja mais fácil dizer o que deveria ter sido feito do que  reagir à altura em tempo real. De qualquer modo, quanto antes você falar com ela, melhor.

O que você poderia ter feito na hora era dizer a ela cordialmente, mas com firmeza: “Estou confusa. Você não está sugerindo que todo aquele grupo age assim, pois não é essa a informação que tenho”.

Se você achava que ela reagiria agressivamente à abordagem, então tentasse ser taxativa sem usar um tom acusador: “Acredito que você não seja racista, mas esse tipo de observação pode melindrar outras pessoas, pertençam elas a esse grupo ou não. E isso me inclui”. Não precisava nem deveria ser num tom professoral. Bastava falar com tranquilidade e clareza.

Agora, você pode tentar uma versão semelhante da abordagem. Como ela ainda pode reagir negativamente e não aceitar a crítica, você deve levar o caso a seus superiores. Eles reconhecerão que existe um problema com o qual é preciso lidar.

O que me intriga é que você tenha hesitado em enquadrar uma funcionária respondona, que fala levianamente e ataca colegas só por que ela tem um temperamento difícil . Esse comportamento, na verdade, é mais razão para você agir com firmeza. Não acho que essa funcionária vá melhorar sozinha se você não fizer nada.