O uso da inteligência emocional para se ter uma carreira bem-sucedida
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O uso da inteligência emocional para se ter uma carreira bem-sucedida

Investir no autoconhecimento e se conectar com o propósito da carreira ajudam a fazer uma trilha bem-sucedida, diz a especialista Ylana Miller em artigo

Ylana Miller

06 de agosto de 2019 | 11h47

O tema inteligência emocional com foco nos negócios foi inicialmente trazido por Daniel Goleman na década de 1990. Psicólogo, ele realizou um estudo em mais de 200 empresas de grande porte e identificou que as habilidades tradicionais eram insuficientes para explicar o sucesso da liderança. Conseguiu mostrar que a inteligência emocional está diretamente ligada a resultados mensuráveis no mundo dos negócios.

O termo inteligência emocional expressa a capacidade de reconhecer e gerenciar as próprias emoções e os sentimentos. Pessoas com esta habilidade são melhores “pilotos” das suas vidas. Daniel Goleman, em seu livro, mapeia a inteligência emocional em cinco áreas de habilidades, que também contribuem e impactam muito na gestão de carreira. São elas:

1. Autoconhecimento – conhecer a si mesmo, reconhecer um sentimento enquanto ocorre. É uma bússola, um radar interno que nos guia. O que motiva você? Em qual ambiente que se sente mais produtivo? O que o deixa feliz? Para ser protagonista da sua carreira é essencial conhecer seus motivadores de carreira, pontos fortes, oportunidades de aprimoramento e diferenciais. Quanto mais nos conhecemos mais qualidade vamos imprimir nas nossas escolhas de carreira, podendo levar a resultados diferenciados.

2. Autocontrole – habilidade de lidar com os nossos sentimentos, sem ansiedade ou aflição. A atenção e o foco ajudam na autorregulação. Pessoas com autocontrole conseguem reconhecer as emoções que estão vivendo e podem gerenciá-las melhor. Se estamos tristes, podemos escolher pensar de maneira otimista, assim como uma caminhada pode nos acalmar quando estamos nervosos. Entretanto, se não reconhecermos as emoções que estamos vivendo, nada conseguiremos fazer a respeito.

3. Automotivação – capacidade de canalizar as emoções visando o alcance de um objetivo pessoal. É essencial ter um motivo que nos leve a uma realização pessoal. Se nos deixarmos levar por aborrecimentos, deixamos de focar no nosso objetivo principal, perdendo o foco. Entretanto, se houver motivação, haverá mais energia e garra para irmos em busca dos resultados esperados, com a tranquilidade necessária.

Reconhecer emoções e interagir com outros indivíduos são fatores que geram mais conexões e amplia rede de relacionamentos. Foto: Pixabay

4. Empatia – é o reconhecimento de emoções em outras pessoas. A empatia cognitiva não é tão profunda quanto a emocional. Na cognitiva, ouvimos e respeitamos o sentimento do outro, mas não nos aproximamos tanto da sua emoção. Oferecemos ajuda de forma mais racional. Entretanto, a empatia emocional gera mais conexão, nos colocamos no lugar do outro tendo a mesma vibração. A hierarquia das estruturas organizacionais dificulta a empatia.

Quando se estuda sobre esse tema é impossível deixar de mencionar sobre um grupo de indivíduos que não sabe o que é empatia, não consegue desenvolver essa habilidade. São os psicopatas, isto é, aqueles que têm fascínio pelo poder, egocêntricos, articuladores, mais racionais do que emocionais e que dificilmente cultivam um clima empático. Os psicopatas não vão ao trabalho, vão à caça. Articuladores, criam histórias, destroem o clima de uma equipe, mentem, enfim, têm um comportamento desagregador. Não pense que consegue mudar um psicopata ou que feedbacks vão desenvolvê-lo. Se distancie.

5. Relacionamento interpessoal – é a habilidade de interagir com outros indivíduos, utilizando as competências sociais. O relacionamento é, em grande parte, a habilidade de gerir sentimentos de outros. É importante ampliarmos a nossa rede de relacionamento, conhecer profissionais da nossa área de atuação, participar de eventos, enfim aprender com essa troca de ideias e conhecimentos.

As emoções fazem parte do que somos. São um sistema que nos orienta e ajuda a tomar decisões durante toda a vida e estão presentes em todo lugar, principalmente no convívio social, onde temos que lidar com diferentes personalidades e comportamentos. Pessoas com inteligência emocional mais desenvolvida são autoconfiantes, motivadas, têm autocontrole e um bom convívio social.

Preste atenção em si mesmo. Invista no autoconhecimento. Se conecte com o seu propósito de carreira. Seja persistente e motivado. Construa relações de confiança. A inteligência emocional é um grande diferencial para uma carreira bem-sucedida.

* Ylana Miller é especialista em recursos humanos, professora de pós-graduação e
sócia-diretora da Yluminarh – Desenvolvimento Profissional (ylana@yluminarh.com.br)

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