Queria ser jogador profissional de tênis de mesa, virou projetista de jatos e CEO
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Queria ser jogador profissional de tênis de mesa, virou projetista de jatos e CEO

Michimasa Fujino é CEO da Honda Aircraft, mas sua paixão pelo esporte continua: utiliza mesa de pingue-pongue como mesa de reuniões

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24 de outubro de 2018 | 07h15

 

Michimasa Fujino durante visita a São Paulo, em agosto de 2015. Foto: Paulo Whitaker/Reuters

Patricia R. Olsen / The New York Times

Michimasa Fujino queria ser jogador profissional de tênis de mesa. Em vez disso, projetou um avião e fundou a Honda Aircraft, mas sua paixão pelo esporte continua ardente.

Um local adequado
Somos uma subsidiária da American Honda Motor Company. Entre outros projetos para a empresa, trabalhei na ideia do HondaJet por quase 30 anos. Quando a Honda aprovou a comercialização do avião em 2006, construímos um campus próximo ao aeroporto em Greensboro, na Carolina do Norte, para produzi-lo. Nós temos um ambiente de escritório aberto. Meu escritório, no terceiro andar do prédio principal, é bastante grande e bastante privado.

Um jogo, alguém?
Eu escolhi uma mesa de pingue-pongue como minha mesa de reuniões porque me lembra da minha paixão de infância. Crescendo no Japão, eu jogava tênis de mesa por seis horas por dia no ensino fundamental e médio. Eu queria ser profissional. O jogo me ensinou perseverança, estratégia, velocidade, firmeza e o valor do trabalho duro. Eu gosto da superfície plana da mesa, o que é bom para desenhar minhas ideias de engenharia. Temos duas mesas para jogar na nossa área de descanso.

Olhando a natureza e com noção de tempo
Meu escritório está voltado para o sul e oferece uma visão de árvores e bosques. Eu pensei que se eu tivesse algo como um relógio de sol no pátio, eu poderia tanto verificar o tempo e apreciar a paisagem, então eu projetei um e nós o instalamos. Ele é muito preciso. Duas vezes por ano, quando o tempo muda, nós avançamos ou retrocedemos uma posição no mostrador.

Estimulante mental
Eu mantenho à mão o meu manual sobre a teoria de projeto de aeronaves da Universidade de Tóquio para refrescar a memória, quando preciso. Gosto de exercitar meu cérebro. Teorias me dão pontos de vista diferentes; Eu tento manter uma parte do cérebro voltado para a teoria e outra para os negócios.

Obrigado das tropas
Quando o 50º HondaJet estava saindo da linha de produção, todos que trabalhavam nele assinaram uma foto do avião e me deram de presente.

Pensamento rápido
Eu ainda tenho meus esboços originais do nosso jato executivo. A ideia surgiu no meio da noite. Não consegui encontrar nenhum papel, então peguei um calendário, rasguei a capa e desenhei-o na contracapa.

Inspirado por um mestre
Eu me inspirei nos esboços de Leonardo da Vinci, que abrangem não apenas desenhos de engenharia e mecânicos, mas também paisagens e desenhos anatômicos. Eles me levam a considerar como as pessoas criam novas ideias.

Mensagens codificadas por cores
Eu uso uma caneta Pure Malt com tinta azul, preta, vermelha e verde para desenhar. É parcialmente feita de barris de uísque reciclados. Meus engenheiros conhecem meu sistema de codificação: o vermelho é um item urgente ou crítico. Verde é para ideias futuras. Azul é para pensamentos pessoais.

Banco de dados em papel
Eu tenho usado blocos de notas amarelas desde que cheguei aos Estados Unidos com a Honda em 1986. Encontrei minha marca favorita, os blocos de anotações Tops Docket Gold, em 2001. Usei dois por mês para escrever itens de ação e ideias. Eu ainda tenho todos, armazenados no meu escritório, e todos com datas para que eu possa procurar qualquer histórico.

Cafeína
Um consultor da Honda que compartilhou suas experiências comigo sobre o design de aeronaves nas décadas de 1940 e 1950 tornou-se um dos meus primeiros mentores. Ele me apresentou a Diet Coke, que me dava energia para trabalhar até tarde da noite. Eu a bebo desde então. E gosto do design atemporal do logotipo da Coca-Cola.

Onde é feito
Passo grande parte do dia andando pelo chão de fábrica. E ver o avião que projetei na linha de montagem, é algo que me dá energia para trabalhar mais.

Alguns anos atrás, quando eu estava almoçando em um restaurante próximo, o garçom designado para mim viu que eu estava vestindo uma camisa do HondaJet, mas ele não sabia quem eu era. Ele me disse que realmente queria trabalhar para a empresa e se mudara de Nova York para tentar ser contratado. Eu dei a ele as informações de contato de Recursos Humanos e fiquei tão comovido com a história dele que falei com alguém lá. Ele agora trabalha em nossa área de produção e fico feliz em vê-lo lá. Ele agora sabe quem eu sou.

Louvável
Este ano, recebemos o Prêmio da Fundação 2018 de Excelência do Instituto Americano de Aeronáutica e Astronáutica pelas nossas realizações com o HondaJet. Ele passou por cada cada prédio de nosso campus antes de chegar ao meu escritório. / Tradução de Claudia Bozzo

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