Vestibular e as incertezas em relação ao futuro profissional
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Vestibular e as incertezas em relação ao futuro profissional

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13 Outubro 2018 | 16h02

Jovens comemoram a aprovação no exame vestibular. Foto: Tiago Queiroz / Estadão

Por Marcelo Treff*

A partir deste mês, muitos jovens começam a se preparar para escolher uma carreira, competindo por vagas nos vestibulares de várias universidades Brasil afora.

Importante ressaltar que as dúvidas e expectativas que os jovens possuem a respeito da universidade e sobre seu futuro profissional são temas de profunda complexidade, visto que, muitas vezes, fazem suas escolhas de carreira de forma irrealista, conhecendo pouco sobre a totalidade das suas implicações em termos de dificuldades e responsabilidades.

Além disso, a família, a escola e a sociedade, na maioria das vezes influenciam a decisão do adolescente, seja para convencê-lo a seguir a carreira dos pais, seja para estimulá-lo a seguir a “carreira da moda”, tendo em vista as oportunidades existentes em determinados segmentos novos ou em crescimento.

Comumente o ingressante tem a expectativa de que, na universidade, conseguirá estabelecer links entre o conhecimento teórico e a prática profissional, e que terá a oportunidade de se desenvolver e de adquirir conhecimento suficiente para o exercício profissional.

Nesse sentido, tornam-se cada vez mais importantes os serviços especializados de orientação de carreira, sobretudo para jovens que estão diante de incertezas com relação ao futuro profissional, pois há transformações em curso que certamente impactarão significativamente o mundo do trabalho e, consequentemente, as carreiras e profissões nos próximos anos.

Certamente, tais transformações irão repercutir nas expectativas acadêmicas, geradas na entrada da universidade, nas escolhas profissionais, uma vez que surgem novas carreiras e outras deixam de existir. Vale ressaltar que mesmo as carreiras mais tradicionais acabam tendo de se ajustar a um novo modelo econômico-social e, por conseguinte, às expectativas.

E, expectativas englobam crenças, valores, motivações, interesses, emoções e comportamentos. Podem ser entendidas como previsões que a pessoa faz em relação ao seu desempenho em determinado contexto social e podem induzir o indivíduo a selecionar ações dentre a variedade de repertórios de habilidades que possui para corresponder satisfatoriamente às demandas pessoais e sociais (HILA, 2014).

Portanto, independentemente do resultado da eleição presidencial e, sobretudo, a despeito das propostas dos candidatos, jovens vestibulandos devem preparar-se e, acima de tudo, informar-se sobre profissões e carreiras promissoras em um mundo do trabalho mais conectado, interligado, colaborativo e muitíssimo exigente.

*Professor da PUC-SP