As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

‘Economist’: ‘Brasil seria beneficiado’ se PT saísse do poder

Revista britânica defende troca de partido na Presidência após oito anos

Carla Miranda

21 de outubro de 2010 | 15h24

Atualizado às 16h35

Um dia após o jornal britânico “Financial Times” sugerir que José Serra (PSDB) seria preferível a Dilma Rousseff (PT) porque o Brasil precisaria ter uma política fiscal mais austera, a revista “The Economist”, também do Reino Unido, publicou uma reportagem defendendo o mesmo candidato, usando basicamente o mesmo argumento.

—-
Enquete: os países emergentes correm risco de bolha?
Radar Econômico é finalista do prêmio Top Blog. Vote!
—-

Há duas diferenças entre o diário e o hebdomadário. O primeiro rodeou e não falou diretamente que indica voto em Serra. Preferiu dizer que o Brasil precisa de austeridade fiscal e que Serra é o candidato que mais “pressiona” por austeridade fiscal e – não bastassem essas duas premissas para induzir a uma conclusão única – terminou com a afirmação de que os brasileiros têm em quem votar para ter um governo austero.

Já o semanário foi mais direto: “Após oito anos sob o PT, o Brasil seria beneficiado por uma mudança de comando”.

Outra diferença entre as duas publicações é que o “Financial Times” classifica Serra como “o candidato de direita”; já a “Economist” chama ambos de “social-democratas”.

Uma semelhança entre os periódicos é que os dois avaliam que a melhor forma de o País controlar a alta do real seria por meio da contenção de gastos públicos. O Brasil elevou o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre o capital externo de 2% para 6% em menos de um mês com o objetivo de amenizar a queda do dólar no País. Mesmo após as medidas, os investidores estrangeiros ainda tinham meios de driblar essa taxa, mas, segundo reportagem do Estadão, o governo fechou essas brechas. 

Outro ponto em comum entre as duas publicações é que ambas estão atrasadas em relação às pesquisas de intenção de voto. A revista afirma que a diferença entre Serra e Dilma é de “cinco ou seis pontos” percentuais. Já texto do “Financial Times” foi publicado antes do levantamento Ibope/Estadão, que aponta 11 pontos de diferença.

A reportagem da “Economist” vem 11 meses depois de a mesma revista ter escrito na capa “Brasil decola”, na edição mais vendida do ano passado.

Leia a reportagem no site da “Economist” (em inglês)

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.