Renda extra

Fabrizio Gueratto: 8 maneiras de ganhar até R$ 4 mil por mês

As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

‘Economist’ vê Estado como fator de crescimento do NE

Revista aponta Bolsa Família e outras políticas públicas como alavancas

Carla Miranda

19 de maio de 2011 | 16h35

A revista britânica “The Economist”, tradicionalmente defensora da livre-iniciativa e do livre-mercado, não deixou de defender, em janeiro, a moratória de Portugal, Grécia e Irlanda, por acreditar que tal atitude seria necessária cedo ou tarde (saiba mais).

Agora, na edição desta semana, aponta a mão do Estado como importante fator que fez o Nordeste se tornar “o principal ator econômico do Brasil”.

A revista expõe a opinião de Marcelo Neri, professor da Fundação Getulio Vargas, segundo o qual “o Bolsa Família, louvado programa antipobreza de Luiz Inácio Lula da Silva, tem sido importante”. Mas a publicação acrescenta que “outras políticas governamentais ajudaram mais”.

Veja abaixo excertos da reportagem que apontam fatores do crescimento do Nordeste:

. “O instituto [a FGV] avalia que o Crediamigo, o programa de microcrédito do Banco do Nordeste, retirou mais de 1 milhão de nordestinos da pobreza.”

. “Três quartos do crescimento da renda desde 2003, quando Lula se tornou presidente, vieram de salários, não de assistencialismo. […] Em termos reais, o salário-mínimo aumentou 60% no período, com os principais benefícios sendo sentidos no Nordeste. A nova situação do poder de compra na região está atraindo empresas.”

. “A Sudene, uma agência de desenvolvimento regional, ajudou a financiar 52 shoppings no NE desde 2006.”

. “O governo está investindo pesado em obras públicas, incluindo a ampliação da rodovia paralela à costa atlântica.”

. “A principal fonte de crescimento é o porto e o complexo industrial de Suape, que está sendo expandido para atender navios maiores. Mais de cem empresas se moveram para lá, atraídas por incentivos fiscais.”

. “No porto de Pecém (CE), o governo do Estado está montando um instituto para treinar 12 mil trabalhadores por ano, e a Petrobras está construindo outra refinaria.”

Setor privado

Com menos destaque, a reportagem aponta o papel do setor privado também como fator do desenvolvimento da infraestrutura na região.

“O porto privado da Vale Ponta da Madeira será o maior do Brasil em 2015, exportando 230 milhões de toneladas de minério de ferro por ano”, afirma a “Economist”.

Como principal risco ao desenvolvimento da região, a revista aponta o baixo nível da educação. As empresas estão investindo no treinamento dos seus funcionários, uma vez que a os gastos públicos com educação no Nordeste estão abaixo da média nacional.

Leia a reportagem no site da “Economist” (em inglês)

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: