As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

‘Economist’ defende moratória de Portugal, Grécia e Irlanda

Revista afirma que os três países estão 'claramente insolventes'

Carla Miranda

18 de janeiro de 2011 | 15h21

A revista britânica “The Economist”, tradicional defensora do livre mercado, publicou reportagem na qual advoga pela moratória de Portugal, Grécia e Irlanda, em texto intitulado “Hora de um plano B”. Para o semanário, esses três países não têm condições de pagar suas dívidas e precisam reestruturá-la antes que seja tarde demais.

“Esta publicação não advoga com facilidade pela primeira moratória da dívida soberana de países ricos em mais de meio século. Mas a lógica de tomar uma ação agora, e não mais tarde, é eficaz”.

Insolventes

A “Economist” calculou as perspectivas para a dívida dos três países em questão e concluiu eles estão “claramente insolventes”. O que importa, diz a revista, não é o tamanho da dívida hoje, mas em que patamar ela começaria a se estabilizar.

Como os investidores estão cada vez mais temerosos, estão cobrando cada vez juros mais altos para emprestar dinheiro aos países. Ao mesmo tempo, o PIB (Produto Interno Bruto) dessas nações devem crescer menos que os juros pagos aos investidores. Resultado: a relação entre a dívida e o PIB alcançará patamares insustentáveis se não houver uma reestruturação o quanto antes.

Nesse ritmo, em 2015 a Grécia terá que usar 8% ou 9% do PIB para pagar juros de sua dívida. “Para um pequeno país com uma economia balançada, isso é insustentável: a Grécia parece falida”, afirma a “Economist”.

Para Portugal e Irlanda, a dívida seria sustentável se a taxa de juros estivesse em torno de 4% ao ano. Atualmente, estão em 6,8% e 8,3%, respectivamente.

Leia o artigo no site da “Economist” (em inglês)

Leia tradução no blog “Vi o mundo”

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.