Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

‘Economist’: estudo indica que dinheiro compra felicidade

Pesquisa mostra dinamarqueses como o povo mais satisfeito do mundo

Carla Miranda

16 de dezembro de 2010 | 17h37

the_economist_capa_16122010_reproducao.jpg
Capa da ‘Economist’: ‘A alegria de envelhecer’. Revista tenta derrubar lugares-comuns sobre a felicidade e diz que dinheiro compra satisfação pessoal

Um

Documento

elaborado por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia indica que existe uma correlação significativa entre renda e sensação de bem-estar ou satisfação com a própria vida. A revista britânica “The Economist” traz uma reportagem sobre esse levantamento e conclui que “dinheiro realmente pode comprar felicidade”.

A pesquisa não usa exatamente essas palavras, mas afirma que “indivíduos ricos em um dado país estão mais satisfeitos com suas vidas do que os pobres”. E acrescenta que “a satisfação média com a vida é maior em países com alta renda per capita”.

Os dinamarqueses, por isso, aparecem como os mais satisfeitos entre os 140 países pesquisados. Os estudiosos formularam um índice que varia de zero a dez, sendo que quanto maior o número, maior a satisfação média do cidadão. A Dinamarca ficou com 8 pontos.

Estados Unidos, Reino Unido, França e outros países da Europa Ocidental variam em torno de sete pontos. Os brasileiros aparecem um pouco abaixo, entre seis e sete pontos.

Mas os pesquisadores reconhecem que há outros fatores que influenciam o bem-estar, como cultura e relações de trabalho. É por isso que existem algumas aparentes anomalias, com alguns países relativamente ricos apresentando pontuação baixa, enquanto algumas nações pobres aparecem com mais pontos.

Veja algumas dessas “anomalias” apontadas pela” Economist”:

– os portugueses, apesar de estarem na Europa Ocidental, são “surpreendentemente sombrios”, com menos de cinco pontos, escreve a revista;

– os asiáticos tendem a ser menos felizes do que a renda deles faria supor;

– Hong Kong tem uma renda per capita equivalente à da Dinamarca, mas o país asiático tem apenas 5,5 pontos, contra 8 da nação européia;

– latino-americanos são em geral mais satisfeitos do que se poderia esperar de nações com faixa de renda per capita abaixo da média;

– os países da antiga União Soviética são “extremamente infelizes”, diz a “Economist”

– “o país mais triste do mundo, relativamente à sua renda, é a Bulgária”.

Em tempo: a edição de Natal da “Economist” traz outras reportagens que dão um nó nas convicções que muita gente tem sobre a felicidade. Já na capa, diz: “A alegria de envelher (ou por que a vida começa aos 46).

Leia a reportagem no site da “Economist” (em inglês)

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: