As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

‘Financial Times’ lamenta que Brasil não contrate europeus

Jornal afirma que crescimento no Brasil gera poucos empregos para estrangeiros

Carla Miranda

30 de junho de 2011 | 17h27

financial_times_30062011.jpg
O conservadorismo nas contratações é uma barreira nos empregos do Brasil, diz o jornal

Há cinco anos seria impensável, mas nesta quinta-feira o jornal britânico “Financial Times” publicou uma reportagem informando os seus leitores que, apesar do crescimento econômico no Brasil, as empresas daqui não estão muito interessadas em contratar os desempregados europeus.

Depois de dizer que os salários de executivos no Brasil estão entre os mais altos do mundo e ainda devem crescer entre 15% e 30% neste ano, o diário acrescentou: “Isso poderia ser o cenário perfeito para profissionais que buscam empregos por causa da depressão econômica europeia. Mas o conservadorismo ante a contratação de estrangeiros em países como o Brasil faz com que muitos fiquem decepcionados”.

Para o “Financial Times”, as empresas do País relutam em preencher suas vagas com estrangeiros e isso seria, segundo a reportagem, um dos fatores que pressionam para cima os salários por aqui.

Quando não encontram brasileiros natos, as empresas vão atrás primeiro de brasileiros expatriados, depois de estrangeiros que falam português ou espanhol e, por último, os que não falam nenhum desses idiomas.

Esta é a reportagem de capa do caderno especial “Trabalhando nas Américas”, publicado hoje junto com o jornal.

Multinacionais contratam estrangeiros

O mercado de trabalho no Brasil foi tema recentemente de outro jornal estrangeiro, o americano “The Wall Street Journal”. Este, no entanto, abordava o assunto de forma diferente.

Em vez de dizer que as empresas nacionais não gostam de contratar estrangeiros, preferiu mostrar que as multinacionais com instalações no Brasil – essas sim – têm trazido pessoal de fora, especialmente de Portugal, Espanha e Estados Unidos. Elas transferem para o Brasil funcionários que já trabalham na companhia, mas em outros países, ainda não sejam brasileiros natos.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.