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‘Impacto do produto chinês barato está diminuindo’

Opinião é do embaixador Sergio Amaral, para quem a China passa por transformação

Carla Miranda

21 de novembro de 2011 | 11h38

A era dos produtos chineses baratos inundando o mundo pode estar chegando ao fim, na avaliação do embaixador Sergio Amaral, presidente do Conselho Empresarial Brasil-China.

“Acho que o grande impacto do produto chinês barato no mundo está se reduzindo, e a própria China não tem interesse em continuar a ser um produtor e exportador de mão-de-obra barata”, afirmou, em entrevista ao site da Rio Bravo Investimentos.


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O embaixador se refere a uma recente inversão de tendência na economia internacional: empresas americanas com instalações na China têm levado de volta aos Estados Unidos parte da produção.

Essa mudança resulta, em parte, da desvalorização do dólar em relação a outras moedas, o que torna mais barata a produção nos EUA.

Amaral, responsável por facilitar a atuação de empresas brasileiras na China, observa que, além disso,  existe uma vontade do país asiático de mudar. “A China poderá continua produzindo produtos de mão-de-obra barata para atender às necessidades de certas regiões mais atrasadas, mas, cada vez mais, a China quer fazer a aposta da agregação do valor e da tecnologia”, avalia.

Para ele, “os chineses não querem mais apenas vender o ‘made in China’, eles querem vender o ‘developed in China'”. Atualmente, o país asiático produz o que já foi concebido em outras regiões, como o iPhone e o iPad, feitos na China, mas desenvolvidos pela Apple nos EUA.

A empresários brasileiros que querem investir no gigante oriental, Amaral dá uma dica: encontrar um parceiro local. Esse “parece ser um requisito” para as empresas nacionais atuarem na China.

Ouça a entrevista do embaixador Sergio Amaral no site da Rio Bravo

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