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37 Estados dos EUA unem-se para investigar Google

Eles querem informações para examinar suposta violação de privacidade

Carla Miranda

21 de julho de 2010 | 15h39

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Imagens da Av. Paulista, em São Paulo, feitas pelo Google Street View

O procurador-geral de Connecticut, nos Estados Unidos, anunciou nesta quarta-feira, 21, que 37 Estados aderiram à investigação sobre possível violação de privacidade feita pelo Google no Street View projeto de coletar imagens em 360 graus das ruas das grandes cidades, de forma que o internauta possa, por exemplo, procurar um endereço no mapa e saber como é a sua fachada.

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O problema do Street View é que, como o próprio Google admitiu no dia 14 de maio, a antena do carro usado no projeto coletou, por engano, dados privados de usuários de internet WiFi – sem fio e sem proteção. A empresa já pediu desculpas publicamente pelo ocorrido.

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Segundo o Wall Street Journal, o procurador-geral, Richard Blumenthal, enviou hoje uma carta à empresa perguntando se o Google usou ou vendeu essas informações coletadas, se testou o programa antes de usar e por quanto tempo o software coletou dados privados.

A carta também pede que o Google informe o nome de funcionários envolvidos no caso e pede explicações a eles. Blumenthal dá prazo até esta sexta-feira, 23, para o Google apresentar “respostas completas e compreensíveis”. Do contrário, o procurador-geral diz que tomará “todos os passos apropriados – incluindo uma potencial ação legal”.

Há exatamente um mês, em 21 de junho, o Estado de Connecticut anunciou que conduziria uma investigação coordenada com outras unidades federativas contra o Google, mas sem informar quantas delas aderiram à causa.

Segundo o site CT Watchdog (“cão de guarda de Connecticut”, em tradução livre), Blumenthal citou Nova York, Mississippi, Vermont, Nebraska, Michigan, Carolina do Norte, Oregon, Washington, Kansas, Montana e Rhode Island entre os Estados envolvidos na parceria. Outras unidades federativas não permitem a divulgação de investigações em andamento.

Leia a reportagem no site do Wall Street Journal (em inglês)

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