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‘Economist’: 60% do gasto com saúde no Brasil é privado

Taxa é mais alta do que na América Latina e também do que nos EUA

Carla Miranda

28 de julho de 2011 | 15h44

Cerca de 60% de todo o dinheiro gasto com saúde no Brasil está no setor privado, segundo uma reportagem da revista “The Economist“. Essa taxa é superior à verificada na maior parte dos países latino-americanos e está acima inclusive dos Estados Unidos.

O periódico não cita a fonte e apresenta o dado apenas de passagem, dentro de um texto que defende reformas no Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil. Para a revista, o modelo brasileiro é “excepcional”, mas existe um vão entre as aspirações dele e a realidade.

Com o título “Uma injeção de realidade”, a reportagem faz ligação entre o crescimento dos serviços de saúde privados e as dificuldades do SUS de manter no País todo o mesmo nível dos hospitais particulares.

Carta do Cade

A mesma edição da “Economist” publicou uma carta enviada pelo presidente do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), Fernando Furlan.

Ele não gostou de a revista ter afirmado que “a política antimonopólio no Brasil tem sido fraca há muito tempo”. Em sua defesa, ele lembra que o Cade ganhou o prêmio de “Agência do ano das Américas”, dado por outra publicação britânica, a “Global Competition Review”.

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